Bloomberg — O family office do astro da música latina J Balvin está entre os investidores que apoiam a gestora colombiana de venture capital Veronorte, que tem expandido sua atuação para o México com o objetivo de ampliar o acesso de investidores latino-americanos de alta renda às principais empresas de tecnologia dos Estados Unidos.
J Balvin participou do quinto fundo da gestora, que já captou US$ 19 milhões e pretende captar até US$ 55 milhões.
A estratégia da Veronorte consiste em investir nos principais fundos de venture capital dos Estados Unidos, oferecendo a investidores latino-americanos acesso a portfólios que incluem startups de destaque.
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Os fundos anteriores nos quais a gestora investiu tinham exposição à SpaceX, às empresas de inteligência artificial OpenAI e Anthropic, à desenvolvedora de software Databricks e à empresa de tecnologia de defesa Anduril Industries.
Fundada em 2011 na Colômbia, a Veronorte inicialmente firmou parcerias com empresas como Grupo Sura, Grupo Argos e Grupo Nutresa para investir em startups interessadas em entrar na América Latina e que desenvolviam tecnologias passíveis de serem incorporadas aos negócios desses conglomerados, segundo o sócio-geral Felipe Valencia.
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Desde então, a gestora mudou sua estratégia para investir nos principais fundos americanos de venture capital e já comprometeu mais de US$ 100 milhões em 25 gestores, entre eles Menlo Ventures, Institutional Venture Partners e DFJ Growth, obtendo exposição a cerca de 600 empresas.
“As empresas estão permanecendo fechadas, graças à disponibilidade de capital no mercado privado”, disse Valencia em entrevista. O venture capital é “a única forma” de acessar as principais tecnologias emergentes, acrescentou.
A empresa também pretende captar até US$ 10 milhões para um fundo de co-investimento, que investirá diretamente ao lado dos gestores de venture capital com os quais mantém parceria. Valencia se mudou para a Cidade do México no ano passado, enquanto a gestora busca expandir sua presença no crescente mercado mexicano de gestão de patrimônio.
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A captação de recursos para fundos de venture capital na América Latina continua muito abaixo dos níveis registrados durante a pandemia. Até 30 de junho, apenas oito fundos haviam sido levantados na região, ante 21 em todo o ano de 2025 e o pico de 65 registrado em 2022, segundo dados da PitchBook.
O volume captado na região somou cerca de US$ 200 milhões no primeiro semestre de 2026, abaixo dos US$ 400 milhões do ano passado e distante do recorde de US$ 4,9 bilhões alcançado em 2022.
Ao contrário de outros investidores latino-americanos de venture capital que buscam oportunidades diretamente na região, a estratégia da Veronorte é oferecer a investidores locais acesso a fundos americanos que, de outra forma, seriam de difícil alcance devido aos elevados aportes mínimos exigidos e à natureza especializada dessa classe de ativos, afirmou o sócio-administrador Camilo Botero em comunicado.
Entre os investidores que já participaram anteriormente da Veronorte estão o Grupo Cibest, controlador do Bancolombia, e a Universidade Eafit.
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