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Justiça fixa valor em reparação de psiquiatra para 18 vítimas de crimes sexuais em Marília

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Marília A condenação do psiquiatra Rafael Pascon dos Santos por estupros e importunação sexual contra pacientes em Marília ganhou detalhes nesta quarta-feira com previsão de reparação por danos a 18 vítimas.

Ficou valor de R$ 5.000,00 para cada uma das vítimas no processo, o primeiro de dois casos que tramitam na Justiça em Marília. Assim, pena total de R$ 90 mil como valor mínimo.

A medida está em despacho da 3ª Vara Criminal de Marília para esclarecer a sentença que fixou pena de 24 anos de prisão pelos crimes. Atende, aliás, recurso de vítimas que atuam como assistentes de acusação e apontaram dúvidas sobre a reparação.

A condenação já teve, inclusive, apelação tanto da defesa quanto da acusação com recursos para alterar a sentença. Na mesma decisão sobre a reparação, o juiz Fabiano da Silva Moreno, inclusive, recebeu os recursos, ou sreja, abriu tramitação das apelações.

A íntegra da decisão não está disponível porque o processo tramita em sigilo e a justiça só publica extratos dos despachos.

A resposta ao recurso da defesa manteve todo o resto da sentença, o que representa a manutenção da prisão do médico. Rafael Pascon está preso em Gália desde outubro do ano passado,

Justiça fixa valor em reparação de psiquiatra para 18 vítimas de crimes sexuais em Marília
Justiça fixa valor em reparação de psiquiatra para 18 vítimas de crimes sexuais em Marília

Além dos dois processos em Marília, ele é alvo de dez inquéritos em Garça, um deles, inclusive, com denúncia para abertura de processo penal. Também responde a processo administrativo no Conselho Regional de Medicina que provocou a suspensão de seu registro como médico.

Denúncias

Conforme as denúncias, o médico mantinha um padrão de abordagem contra pacientes durante atendimento no consultório em Marília. O caso em Marília envolve atendimentos privados ou por planos de saúde.

Em dois casos as pacientes relatam que a importunação consumou estupros. Em 16 apontam importunação com toques e beijos, bem como respiração profunda junto ao pescoço.

Além disso, há relatos elogios de conversas indevidas e sem conexão com atendimento, como dizer que a paciente estava ‘gostosa’.



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