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EUA confirmam isenção para carnes brasileiras e evitam barreira bilionária para proteína nacional Agrimidia

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O governo dos Estados Unidos confirmou que as exportações de carnes do Brasil ficarão de fora da sobretaxa de 25% anunciada recentemente para uma série de produtos brasileiros. A decisão, publicada na lista oficial de exceções da Casa Branca, representa uma vitória estratégica e um alívio financeiro para a indústria de proteína animal do país, que tem nos EUA um de seus mercados mais valiosos. Além das carnes, diferentes tipos de café brasileiro também foram poupados da tarifa.

A exclusão da carne bovina e de frango da lista de taxação já era esperada pelos líderes do setor no Brasil. Durante as audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), as principais entidades de classe brasileiras — a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) — optaram por sequer participar dos debates, confiantes de que o governo americano não penalizaria a proteína nacional.

De acordo com analistas do setor, a decisão dos EUA de blindar a carne brasileira responde a uma forte lógica de abastecimento interno.

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“Os Estados Unidos enfrentam uma restrição na oferta doméstica de gado e dependem fortemente das importações da carne bovina brasileira, principalmente para o processo de industrialização e fabricação de hambúrgueres”, explica Fernando Henrique Iglesias, analista de mercado da Safras & Mercado. Taxar o produto brasileiro significaria elevar imediatamente os preços da carne para o consumidor americano, pressionando a inflação local.

A importância dessa parceria comercial é mútua. Atualmente, os Estados Unidos figuram como o segundo maior comprador da carne bovina brasileira em volume e faturamento, ficando atrás apenas da China. O mercado americano também se consolidou como um destino estratégico e de alto valor agregado para os embarques de carne de frango do Brasil.

Café também é poupado após forte pressão da indústria americana

Embora o protagonismo da isenção tenha ficado com as carnes, o setor cafeeiro brasileiro também garantiu uma importante manutenção de mercado. A Casa Branca manteve de fora da tarifa o café verde e incluiu o café solúvel na lista de exceções.

Nesse caso, a pressão partiu da própria indústria norte-americana. Durante as audiências públicas do USTR realizadas no início de julho, a Associação Nacional do Café dos EUA (NCA, na sigla em inglês) alertou que o café brasileiro não possui substituto à altura em volume e qualidade no curto prazo. A entidade argumentou que qualquer tarifa penalizaria severamente as torrefadoras e redes de varejo americanas.

A decisão traz um respiro para o café solúvel brasileiro, que vinha lidando com uma tarifa temporária global de 10% com vencimento previsto para 24 de julho deste ano. A taxação anterior acabou prejudicando o desempenho do produto nos EUA, fazendo com que o país perdesse o posto de maior comprador de café brasileiro para a Alemanha na safra 2025/26. Ainda assim, o mercado americano absorveu cerca de 17% de todo o volume de café exportado pelo Brasil no primeiro semestre de 2026.

Fonte: CNN



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