Há 16 anos, os israelenses Igor Magazinnik e Talmon Marco – também responsáveis pelo iMesh – lançaram o Viber na iTunes. O aplicativo já chegaria ao mercado em moldes semelhantes aos do que o WhatsApp (Android, iOS) tem hoje: uma ferramenta que permite ligação de voz gratuitamente, usando a conexão com internet, seja via Wi-Fi – ou naquela época – 3G. A proposta era baratear consideravelmente os gastos com ligações via roaming.
Naquele ano de 2010, ele chegou ao mercado para fazer frente ao Skype, até então o mais popular para essa finalidade. Com uma dinâmica de funcionamento parecida, permitindo visualizar quais contatos da agenda também o utilizavam, o Viber destoava do seu concorrente em apenas um aspecto: no lugar do nome de usuário e senha, só precisava de um número de telefone válido. Além disso, prometia gastar bem menos bateria do que o Skype, algo bastante criticado na época.
Um outro ponto que o posicionava à frente – e próximo ao do WhatsApp hoje – era o fato de que operava em segundo plano, alertando o usuário com uma notificação push de que alguém estava ligando para ele. Essa notificação já vinha com a opção de atender a ligação.
Em 2011, a plataforma chegou ao Android, além de Bada, BlackBerry, Symbian e Windows Phone. O Viber também começou a se movimentar para oferecer mais recursos. Nos anos seguintes, disponibilizou a mensagem por texto e os stickers, e lançou sua versão desktop.
Reprodução/Rakuten Viber.
Vendido e no Brasil
Em 2014, o Viber foi vendido à Rakuten por US$ 900 milhões. A ideia era tornar a companhia mais competitiva no mercado japonês, onde o Line detinha o domínio. A aquisição teve propósito para a companhia registrada no Chipre também, já que no ano anterior havia registrado um prejuízo de quase US$ 30 milhões. Só que cinco dias depois quem fazia um negócio bem melhor e botava uma pulga atrás da orelha da companhia era o WhatsApp, comprado por US$ 16 bilhões pela Meta.
Naquele mesmo ano – em fevereiro –, o Viber inaugurou o seu escritório no Brasil. A vinda ao país foi uma leitura de mercado, diante do número de pessoas que tinham acesso à internet. Na época, ele já somava 10 milhões de usuários por aqui e, globalmente, 300 milhões. Seis meses depois, a aplicação chegou a 17 milhões e 400 milhões, respectivamente. Os feitos foram significativos considerando que existiam diversos concorrentes, como KakaoTalk, LINE, Skype, WeChat e WhatsApp.
Ele está por aí
Se no Brasil a gente praticamente não escuta falar de alguém que usa o Viber hoje em dia, pelo mundo a história é diferente. Em 2021, o aplicativo alcançou a marca de 1 bilhão de downloads na Play Store, igualando o feito de concorrentes, como Telegram e WhatsApp, além de Facebook e Spotify. A sua popularidade ainda é concentrada em países da Europa Oriental e em parte da Ásia.
Nos últimos anos, o Viber começou a diversificar suas atuações, como o Payments (2022), ferramenta nativa de pagamentos, as integrações Viber Dating (2025), para quem busca relacionamentos, e com o ChatGPT (2026), em que o usuário pode acioná-lo dentro do app de mensageria.
Imagem: ícone do Viber. Reprodução/Microsoft Store.




