A TIM anunciou nesta quinta-feira, 23, um acordo de R$ 60 milhões para implementar uma rede celular privativa (RCP) para a CPFL. A iniciativa envolve 65 subestações e 2,5 mil equipamentos inteligentes conectados.
Esses dispositivos da concessionária serão monitorados em tempo real pelos seus respectivos centros de operações integradas (COI) em São Paulo e no Rio Grande do Sul. A RCP terá capacidade para conectar até 50 mil equipamentos.
A implementação será concluída até 2029.
Estrutura regional da RCP da CPFL com a TIM
Ao todo, 50 cidades serão contempladas no projeto, sendo:
- Em SP, as regiões de Franca, Miguelópolis, Sorocaba e Ibiúna;
- Em RS, as áreas próximas às cidades de Uruguaiana, Alegrete, Itaqui, São Borja e Santa Maria.
Essas localidades foram escolhidas para priorizar áreas que a comunicação rural precisa ser mais robusta com intuito de melhorar o atendimento e os indicadores de serviço. Ao todo, a cobertura dessa RCP atingirá 980 mil clientes em uma área de 51 mil quilômetros quadrados.
Atualmente, a CPFL está presente em 687 municípios de MG, PR, RS e SP e atende 10,7 milhões de consumidores.
Frequência
A frequência utilizada na RCP da CPFL com a TIM será a de 450 MHz, uma faixa que tradicionalmente é usada pelo setor elétrico para projetos de automação e implementação de medidores inteligentes em licença de serviço limitado privado (SLP) obtida junto à Anatel.
Apesar deste uso pelas elétricas, essa faixa quase foi destinada pela Anatel para o serviço móvel pessoal (SMP) em um novo leilão de frequência. Mas a agência desistiu de leiloar esta faixa em abril deste ano.
Além de CPFL, Neoenergia e Copel instalaram RCPs nessa frequência ano passado, enquanto Cemig e CPFL são as próximas. Estima-se que o investimento do setor elétrico destinado a RCPs na faixa de 450 MHz supere R$ 300 milhões.




