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Fóssil descoberto por paleontólogo de Marília é destaque em estudo publicado na revista Nature

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Pesquisa publicada em um dos periódicos científicos mais prestigiados do mundo reforça a relevância internacional do Museu de Paleontologia de Marília e das pesquisas desenvolvidas no município

Uma descoberta realizada no interior paulista volta a colocar Marília em evidência no cenário científico internacional. O fóssil da serpente Tametara mirim, descoberto pelo paleontólogo William R. Nava, coordenador do Museu de Paleontologia de Marília, é tema de um estudo publicado na revista Nature, um dos periódicos científicos mais importantes e prestigiados do mundo.

A pesquisa apresenta novas evidências sobre a origem e a evolução das primeiras serpentes, trazendo informações que modificam hipóteses discutidas há mais de um século pela comunidade científica.

O exemplar foi encontrado em 2020 por William R. Nava e Giovanna M. X. Paixão durante trabalhos de campo na jazida William’s Quarry 2, localizada no Sítio Paleontológico José Martin Suárez, em Presidente Prudente (SP). Catalogado como MPM 420, o fóssil integra o acervo do Museu de Paleontologia de Marília, onde permanece preservado para pesquisas científicas. A serpente viveu entre 85 e 75 milhões de anos, no período Cretáceo Superior, quando os dinossauros ainda habitavam a Terra.

O estudo, desenvolvido por pesquisadores brasileiros e internacionais, utilizou tomografia computadorizada de alta resolução para revelar detalhes inéditos do crânio, do cérebro e da anatomia interna da espécie. As análises demonstram que a Tametara mirim representa uma das linhagens mais primitivas já conhecidas de serpentes e possuía adaptações para viver escavando o solo, reforçando a hipótese de que os ancestrais das cobras modernas tiveram origem em ambientes subterrâneos.

Além disso, a pesquisa revela que a evolução inicial das serpentes foi muito mais diversa do que se imaginava, tanto em relação à anatomia cerebral quanto aos diferentes modos de vida dessas espécies.

A participação de William R. Nava foi decisiva para o desenvolvimento do estudo. Seu trabalho de prospecção em campo possibilitou a preservação de um dos exemplares de serpentes cretáceas mais completos já encontrados na América do Sul, permitindo que pesquisadores de diferentes instituições realizassem análises que hoje repercutem internacionalmente. O paleontólogo também integra a lista de autores do artigo publicado na Nature, reconhecimento destinado aos cientistas que contribuíram diretamente para uma das pesquisas mais relevantes da paleontologia mundial nos últimos anos.

A publicação representa mais um marco para Marília. Ter um fóssil pertencente ao acervo do Museu de Paleontologia do município descrito em uma revista de alcance internacional evidencia a qualidade das pesquisas desenvolvidas pela instituição e reforça a importância da preservação do patrimônio fossilífero do oeste paulista.

Esta é a segunda vez que uma descoberta de William R. Nava é publicada na Nature. Em 2024, um fóssil de ave do período Cretáceo, encontrado por ele durante escavações na pedreira William’s Quarry, em Presidente Prudente, foi destaque na capa da revista. A espécie, denominada Navaornis hestiae, recebeu esse nome em homenagem ao paleontólogo mariliense e foi reconhecida como um importante elo na evolução das aves.

Com a nova publicação, William Nava passa a integrar um seleto grupo de pesquisadores brasileiros com mais de um trabalho publicado em uma das revistas científicas de maior impacto do planeta, reforçando a relevância internacional das pesquisas desenvolvidas a partir do acervo do Museu de Paleontologia de Marília.

O reconhecimento também fortalece o papel de Marília como referência nacional em paleontologia, ampliando sua visibilidade entre universidades, centros de pesquisa e instituições científicas de diversos países. Além de contribuir para o avanço do conhecimento sobre a evolução das serpentes, a descoberta valoriza o patrimônio científico regional e consolida o Museu de Paleontologia de Marília como um importante centro de pesquisa, conservação e divulgação da história da vida na Terra.

A secretária municipal da Cultura, Taís Monteiro, destacou a importância da conquista para o município.

“É motivo de muito orgulho ver o nome de Marília novamente em destaque no cenário científico internacional. Ter um fóssil descoberto pelo paleontólogo William Nava, que integra o acervo do nosso Museu de Paleontologia, como protagonista de uma pesquisa publicada pela Nature, uma das mais importantes revistas científicas do mundo, é um reconhecimento da relevância do trabalho que vem sendo desenvolvido em nosso município. O Museu de Paleontologia de Marília tem papel fundamental na conservação desse acervo e na produção e divulgação do conhecimento sobre a história da vida na Terra. Parabenizamos o William Nava e todos os pesquisadores envolvidos nesse trabalho, que mais uma vez colocam Marília no mapa da ciência mundial.”





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