O CEO da TIM, Alberto Griselli, aposta na racionalização em sua estratégia móvel ante uma competição mais acirrada. Em conversa com analistas de mercado e na sequência com a imprensa especializada nesta terça-feira, 28, o executivo explicou que há maior presença de ofertas below the line (BTL, ação direcionada) dos concorrentes, em um movimento puxado pela entrada da NuCel com a Claro.
Agrega-se a isso, o avanço de ofertas similares com outros competidores.
Desta forma, a operadora reestruturou o seu portfólio com novos planos neste segundo trimestre de 2025. Isso inclui:
- TIM Play – uma plataforma agregadora de conteúdo de streaming;
- TIM Controle FIT – com assinatura mensal ou anual e centrada em consumidores com cartão de crédito;
- Parceria com o PicPay – que traz cashback na carteira digital e plano de financiamento de handsets.
Sobre o risco de canibalização com esses novos planos, Griselli explicou que buscam avançar por canais e público-alvo, como o TIM Controle FIT, que mira em uma população que tem score de crédito baixo, o que pode ajudar a combater as ofertas BTL dos rivais. Também explicou que a dinâmica de aumento de preços nos planos controle vai depender do posicionamento dos dois líderes do segmento, Claro e Vivo.
Adicionalmente, a TIM começou a avançar em uma oferta convergente entre seus serviços móvel e fixo epara reduzir o churn. Batizada como TIM Ultra Combo, esse era um tipo de oferta que a TIM estava evitando nos últimos anos, mas a movimentação da concorrência e a expansão de ofertas convergentes no Brasil fez a TIM voltar ao tema a partir do primeiro trimestre deste ano. Além disso, a base interna fixa da TIM voltou a crescer em 2025, e a entrada da I-Systems permite avançar e combinar produtos.
Com isso, o CEO descartou entrar na briga por preços e disse que a sua operadora focará em “dar um bom serviço e uma boa proposta de valor “ao consumidor, além de ter bons indicadores no P&L, vide fluxo de caixa, receita e EBITDA crescendo.
Futuro e desafios para a TIM
Sobre a eventual compra da TIM pelos Correios da Itália (Poste Italiane), Griselli reforçou que a aquisição só será definida em setembro. Porém, o executivo reconhece que isso resultaria em um grupo “patrimonialmente mais forte” e com menos endividamento, o que garantiria mais flexibilidade e alocação de capital para a operação do Brasil, que é vista como uma joia pelos possíveis compradores.
Por sua vez, a CFO da TIM, Andrea Viegas, descartou uma aquisição da Oi Soluções. De acordo com a executiva, a companhia tem um headcount alto e uma série de contratos perto do fim, sendo que os contratos seriam a única vantagem no M&A em sua visão, uma vez que não possui ativos fixos.
Imagem principal: executivos da TIM em call com analistas nesta terça-feira, 28 (reprodução: TIM/Zoom)




