A Vivo está muito forte nas grandes corporações onde já disputa mercado com as gigantes de TI, mas precisa vender mais serviços digitais como cloud, big data, internet das coisas e cibersegurança para as pequenas e médias empresas, que são a maior parte da base de 1,9 milhão de clientes B2B, afirmou o CEO, Christian Gebara, em coletiva de imprensa para a divulgação dos resultados do segundo trimestre, nesta terça-feira, 28 de julho.
“Nossa base ampliou o uso de serviços digitais, mas precisamos aumentar mais nas pequenas e médias para irmos além da conectividade. Nas grandes, crescemos, inclusive, em IoT, e hoje me considero, nas grandes um concorrente direto dos players de TI”, afirmou Gebara. O executivo se mostra satisfeito com a evolução da Vivo fora do mundo de Telecom.
As receitas da Vivo provenientes de serviços digitais, novos negócios, smartphones e eletrônicos já representam aproximadamente 19% do faturamento total da operadora no segundo trimestre. A conta reúne os 12,2% da receita obtidos com novos negócios e serviços digitais nos últimos 12 meses e o faturamento com a venda de aparelhos e outros dispositivos.
No mercado corporativo, cloud, cibersegurança, big data, IoT, mensageria e serviços de TI geraram R$ 5,5 bilhões nos últimos 12 meses, avanço de 14,9%. Esse conjunto respondeu por 8,8% do faturamento total da Vivo. Somente a receita com aparelhos e eletrônicos chegou a R$ 1 bilhão no segundo trimestre, crescimento anual de 27,8%. Os smartphones compatíveis com 5G responderam por 98,8% das vendas de aparelhos no período.
No B2C, as parcerias com plataformas de música e vídeo continuam expandindo seu alcance. A receita dos últimos 12 meses chega a R$ 890 milhões, alta de 25,7%, apoiada por uma base de 4,9 milhões de assinantes, avanço de 33,3%. Durante o trimestre, o portfólio foi ampliado com a inclusão do YouTube Premium em ofertas selecionadas.
O faturamento dos serviços financeiros cresce 12,8% nos últimos 12 meses e registra R$ 433 milhões. Desde o lançamento do Vivo Pay, as operações de crédito pessoal já somam R$ 1,3 bilhão. O negócio de seguros mantém trajetória positiva, com mais de 45% dos smartphones vendidos nas lojas associados a alguma proteção – 5,0 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período do ano anterior.




