A Justiça paulista homologou nesta tarde o plano de recuperação extrajudicial da Raízen. A joint-venture entre Cosan e Shell renegociou um passivo de mais de R$ 65 bilhões, obtendo a aprovação de mais de 80% dos créditos sujeitos à reestruturação.
Em sentença proferida nesta quinta-feira (30), a juíza Larissa Gaspar Tunala, considerou que havia quórum suficiente e que os credores foram tratados de forma equânime no processo.
Com o plano homologado, a Raízen terá um longo caminho pela frente para voltar a ser operacionalmente rentável. A companhia prevê separar as áreas de distribuição de combustíveis do negócio que reúne as usinas sucroalcooleiras.
O negócio de distribuição de combustíveis, que possui a bandeira Shell, é o mais atrativo para os investidores, o que deve ajudar nos planos da Raízen de buscar sócios para essa divisão (chamada de Raízen Combustíveis).
No caso da Raízen Energia (que abarca as usinas), a situação é mais complexa. Analistas lembram que a geração de caixa da companhia agroindustrial depende de uma substancial melhora nos preços do açúcar, além da venda de outros ativos.
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A Raízen foi assessorada pelos escritórios TWK Advogados, Pinheiro Neto, E. Munhoz, além do banco Rothschild.




