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Imóveis fechados ainda desafiam combate à dengue em Marília • Marília Notícia

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Agentes de saúde se deparam mais com grades e muros do que com permissões para atuarem na fiscalização de focos da dengue (Foto: Divulgação/Prefeitura de Marília)

Marília mantém, até o momento, um cenário epidemiológico controlado em relação à dengue, mas a atuação dos agentes de saúde para identificar e eliminar criadouros do Aedes aegypti enfrenta um obstáculo importante: a quantidade de imóveis que não consegue ser vistoriada.

Dados do Sistema de Vigilância e Controle do Aedes (Sisaweb), da Secretaria de Estado da Saúde, apontam que, entre 1º de julho e 2 de agosto, 2.676 imóveis foram trabalhados pelos agentes em Marília, enquanto 3.506 aparecem como não trabalhados.

A diferença chama a atenção porque o número de imóveis que não entraram efetivamente no trabalho de campo é superior ao daqueles que foram vistoriados. O cenário reforça a importância da participação dos moradores, especialmente para permitir a entrada das equipes de saúde nos imóveis e possibilitar a identificação de recipientes que possam acumular água.

Dengue ‘controlada’

Segundo dados do Governo de São Paulo, Marília contabiliza 133 casos prováveis de dengue em 2026, sendo 85 confirmados e 48 ainda em investigação. Outros 873 casos foram descartados. Até o momento, não há registro de óbito ou de caso de dengue grave. A incidência é de 35,47 casos por 100 mil habitantes.

A secretária municipal da Saúde, Paloma Libanio, atribui o cenário à combinação entre as ações de prevenção e a colaboração da população. “É fundamental que o morador permita o acesso do agente de saúde ao imóvel para que o trabalho seja realizado, eliminando recipientes que acumulem água e criadouros do mosquito”, frisou.

Apesar do cenário epidemiológico considerado controlado, o levantamento de vigilância mostra que o mosquito continua presente na cidade. Dos 2.676 imóveis trabalhados, 64 apresentaram presença de Aedes aegypti, além de 80 recipientes positivos. O levantamento também encontrou quatro imóveis com Aedes albopictus, espécie invasora e também vetor de dengue, que tem origem asiática e se disseminou pelo mundo, com quatro recipientes positivos.

O Índice Predial (IP) para Aedes aegypti ficou em 2,4%, enquanto o Índice de Breteau (IB) chegou a 3,0. Na prática, os números mostram que o vetor segue circulando em parte dos imóveis vistoriados e que existem criadouros que precisam ser eliminados.

É justamente nesse ponto que os 3.506 imóveis classificados como não trabalhados ganham relevância. Sem a vistoria, não é possível saber se há ou não recipientes com água parada e potenciais criadouros no interior dessas propriedades.





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