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TJ-SP nega prisão e mantém pronúncia de ex-delegado sobre a morte de Katrina • Marília Notícia

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Ex-delegado de polícia Vinícius Martinez (Foto: Redes Sociais)

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) julgou, nesta segunda-feira (3), em sessão virtual, os recursos apresentados pelas partes no processo contra o ex-delegado de polícia Vinícius Martinez, acusado pelo homicídio da adolescente Katrina Bormio Silva Martins, de 16 anos, em Promissão. O caso é analisado pela 2ª Câmara de Direito Criminal.

Entre os pedidos apresentados ao tribunal estava o recurso do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que solicitava a prisão preventiva de Martinez. Segundo o advogado de defesa Augusto Mendes Araújo, o pedido foi rejeitado pelo colegiado. Com isso, o ex-delegado permanece respondendo ao processo em liberdade.

A defesa também informou que o tribunal manteve a decisão de pronúncia por homicídio com dolo eventual, enquanto a absolvição da imputação por dolo direto foi mantida. A pronúncia é a decisão que determina que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. Araújo afirmou ainda que os recursos ainda devem ser discutidos no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Katrina morreu após ser atingida por disparo de arma de fogo no pescoço, na saída de rodeio em Promissão (Foto: Redes Sociais)

Sigilo do processo

O colegiado também determinou o restabelecimento do sigilo processual. De acordo com a defesa, o pedido foi feito após a divulgação de trechos de uma audiência que, segundo o advogado, teriam sido utilizados de forma indevida e deram origem a processos nas áreas criminal e cível.

O conteúdo e as circunstâncias relacionadas ao uso desses trechos foram apresentados pela defesa ao comentar a decisão.

Relembre o caso

Katrina morreu na madrugada de 4 de agosto de 2024, durante a Festa do Peão de Promissão. Segundo as informações apresentadas no processo, a adolescente estava do lado de fora do recinto do evento e aguardava a chegada do pai quando foi atingida no pescoço por um disparo de arma de fogo.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Martinez efetuou quatro disparos no local e assumiu o risco de atingir outras pessoas. A acusação sustenta, por isso, que houve homicídio com dolo eventual.

A defesa afirma que o então delegado atuou no exercício da função policial e que os disparos ocorreram durante o atendimento a uma ocorrência envolvendo um homem que, segundo a versão apresentada, havia desacatado policiais militares e fugido.

O processo criminal ainda não foi encerrado e Martinez responde à acusação em liberdade.

Demissão

Além da ação penal, Martinez foi alvo de um processo administrativo disciplinar conduzido pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Em junho de 2026, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), determinou a demissão do ex-delegado a bem do serviço público. A defesa contestou a medida, classificando-a como “precipitada e injusta”, e informou que pretende buscar a reversão da decisão nas instâncias cabíveis.

A demissão na esfera administrativa e o processo criminal são procedimentos distintos.





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