Marília – O Tribunal de Justiça rejeitou nesta segunda-feira recurso do ex-delegado de Polícia Vinícius Martinez, autor do tiro que matou a menina Katrina Bormio Silva, e manteve ordem para que ele responda criminalmente no Tribunal do Júri Popular.
O julgamento da 2ª Câmara de Direito Criminal aconteceu em sessão telepresencial e a defesa do delegado já anunciou que vai ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Além de não atender recurso da defesa, o Tribunal deixou de atender pedido para prender o delegado. Ele, que ficou detido algumas horas após matar Katrina, responde ao processo em liberdade, sob regime de medidas cautelares. O pedido acusa o ex-delegado de descumprir as medidas em viagem.
O caso tramita em sigilo e qualquer detalhe do julgamento ainda depende de publicação do Tribunal bem como de andamento dos recursos.
Mas a própria defesa divulgou manifestação sobre o julgamento e a informação de que o TJ mantém pronúncia ao júri por dolo eventual. É uma condição em que o autor da conduta assume risco de sua atitude, no caso, os disparos em área de concentração pública.
A decisão acontece na véspera de a morte trágica e violenta de Katrina completar dois anos. Aconteceu no começo da madrugada de 4 de agosto de 2024 quando a menina esperava o pai para sair da festa do Peão em Promissão.
Vinícius Martinez, delegado em Getulina e morador de Marília na época, fez quatro disparos em meio a uma ocorrência que policiais militares atendiam.
Além deste caso, Vinícius Martinez mantém outra disputa no TJ para tentar anular sua demissão da Polícia, decisão administrativa do governo do Estado. Já sofreu derrota no pedido de liminar para reintegração, que o tribunal negou, mas o caso segue em tramitação para julgamento do mérito do pedido.




