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Claro Geodata faz cerca de 35 projetos por ano

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A Claro Geodata , solução que analisa fluxo e deslocamento de pessoas com base em dados anonimizados da rede móvel, usa cerca de 8 a 10 bilhões de registros por dia para usar em projetos. Ao todo, a empresa faz entre 30 e 40 projetos por ano.

Entre eles, o que fez com a Unicef, que pediu que a operadora desenvolvesse um modelo matemático capaz de ajudá-los a entender qual o tempo que um surto de vírus leva para chegar em outras regiões do Brasil. O modelo foi desenvolvido depois do surto de zika, dengue e chikungunya que ocorreu no país entre 2015 e 2016 e, no ano seguinte, a Unicef fez o pedido.

A Claro Geodata passou um ano coletando dados para realizar o projeto.

Para isso, a empresa coleta dados das conexões das pessoas nas antenas, cuja área deve ser em torno de 500 metros a 1 quilômetro, não é precisa. Em seguida, os dados são agregados. “Neste caso, nos interessava saber o volume de viagens e de presença. Em seguida, a equipe da operadora extrapola para dar um número considerando a população total.

Neste case, foram escolhidas as cinco principais cidades do Brasil e foram analisadas todas as viagens – de pessoas chegando e partindo dessas cidades por dia ao longo de um ano. A Claro Geodata desenvolveu o trabalho em parceria com a startup suíça Kido Dynamics, que, à época, abriu um escritório no país, responsável pela análise dos dados.

Case do túnel da Baixada Santista

Em seguida, a operadora passou a oferecer análise para concessão de rodovias, análises viárias, inclusive o túnel submerso entre Santos e Guarujá.

“Na concessão, tanto o governo, quanto as empresas, têm interesse de entender quantas pessoas passaram pelo pedágio, e, com os dados, a gente entende de onde elas vieram, para onde elas foram, inclusive que entradas elas usaram para chegar na rodovia e que saídas elas usaram, pra ter um contador de pedágio”, explicou João del Nero, head of sales, analytics & AI  da Claro Empresas, durante sua fala no painel A Cidade que se move: como os dados de mobilidade e telefonia móvel estão transformando o planejamento urbano, que aconteceu nesta quinta-feira, 6, no Rio Innovation Week, na região portuária do Rio de Janeiro.

Com a ferramenta de Geodata, é possível saber de onde as pessoas vêm, para onde vão, onde saíram nas rodovias.

No túnel submerso que liga Santos a Guarujá, a dúvida era saber quantas faixas a via deveria ter. “Para isso, entregamos um estudo que mostra quantas pessoas se locomovem entre Santos e Guarujá. E não estamos olhando somente um meio de transporte, mas toda a movimentação. Não importa se a pessoa foi de carro e pegou a balsa, se pegou um barquinho”, continuou.

A solução também é capaz de apontar dados mais precisos sobre o turismo. A secretaria de turismo da prefeitura do Rio de Janeiro, por exemplo, é usuária da ferramenta. “Dá para entender quantos turistas estão chegando na cidade, de onde vêm, quais atividades turísticas são mais visadas. Mas também é possível aproveitarmos as mesmas informações e cruzar esses dados com outros, como dados econômicos, como média de gastos dos turistas. Não se deve usar uma única fonte de dados e, com mais dados agregados, é possível entender a visão do turismo em gastos e investimentos, por exemplo”, disse del Nero. “Quanto mais informações agregar, maior é o benefício”, complementou.

e-VTOLs e a Claro Geodata

Outro case apresentado no painel foi o dos e-VTOLs, veículos elétricos de pouso e decolagem vertical tripulados, em parceria com a Eve Air Mobility, a empresa da Embraer desenvolvedora desses veículos. A plataforma de geodata da Claro avaliou onde seriam as melhores localizações dos veriportos (helipontos para esses veículos) que pudessem escalar melhor o meio de transporte e reduzissem os custos de implementação. Vale dizer que, em teoria, os e-VTOLs serão mais econômicos do que os helicópteros e, portanto, o preço da passagem deve ser mais barato.

Para esse projeto, a Claro Geodata precisou entender a malha de movimentação da região metropolitana da cidade de São Paulo – como se deslocam, horário e picos no dia – e entender quais os melhores locais para se colocar os vertiportos. O Geodata identificou dez áreas estratégicas e a definição de rotas. Entre os pontos estratégicos já escolhidos estão Faria Lima, Alphaville, Campinas e a Baixada Santistas. “Esse estudo reduz os riscos de implantação dos e-Volts, já que o custo dos vertiportos é muito alto – com custo de energia preparação do espaço – e escolher o ponto errado tem o risco de prejuízo.

Vale dizer que os primeiros voos de teste dentro de São Paulo estão previstos para 2027.

A Claro Geodata e a Kido Dynamics avançam o projeto com a Eve – empresa da Embraer desenvolvedora dos veículos – outras regiões que deverão receber os e-VTOLs.

 

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