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Riachuelo espera ‘bom crescimento’ com novas lojas após resultados recordes, diz CEO

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Bloomberg Línea — Depois de um segundo trimestre com resultados recordes, a Riachuelo (RIAA3) entra em uma nova fase do seu plano de transformação, que inclui a abertura de lojas e reformas em unidades existentes.

A varejista de moda brasileira pretende inaugurar 14 novos pontos de venda e reformar outros sete neste segundo semestre, buscando aplicar um novo conceito apresentado no ano passado e testado em uma loja protótipo no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

De acordo com o CEO, André Farber, a expectativa é de “um bom crescimento” a partir da abertura de lojas, que vão representar o que ele classifica como o “novo modelo de marca Riachuelo do futuro”.

“Vejo um novo momento da nossa transformação. Um momento em que a gente vai revitalizar muito a experiência da Riachuelo e um momento de expansão de lojas”, afirmou Farber em entrevista à Bloomberg Línea.

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O grupo encerrou o segundo trimestre com 444 lojas, sendo 342 da marca Riachuelo, 81 da Carter’s, 13 da Casa Riachuelo e 8 da Fanlab (as operações da Fanlab foram encerradas em julho).

Segundo o CEO, o grupo fez um estudo dos mercados onde está presente no Brasil e identificou oportunidades de locais de crescimento potencial. Ele afirmou que a maior parte está concentrada em shopping centers e na região Sudeste, mas também há oportunidades em outros lugares.

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A primeira loja reformada e inaugurada recentemente já no novo modelo é a do Park Shopping Barigüi, em Curitiba, do grupo Multiplan.

A próxima inauguração prevista está em Lavras (MG), no dia 14 de agosto. Mas a empresa também trabalha para abrir unidades em Rondônia e em São Paulo, segundo ele.

Entre as lojas em reforma, o executivo cita as unidades do BH Shopping, na capital mineira, e no Shopping Ibirapuera, em São Paulo. “São só alguns exemplos desse novo formato que está chegando e a gente tem recebido feedbacks muito positivos do consumidor”, diz.

Farber não quis detalhar os números, mas diz que a empresa tem visto um resultado positivo de vendas e de avaliação dos consumidores a partir da experiência com a loja protótipo de São Paulo.

Resultados do segundo trimestre

No segundo trimestre, a Riachuelo registrou Ebitda consolidado de R$ 460,6 milhões, um avanço de 12,7% sobre o resultado do mesmo período do ano passado, superando a média de R$ 445,8 bilhões de analistas consultados pela Bloomberg.

A margem Ebitda foi de 17,1% – um aumento de 1,4 ponto porcentual na comparação anual –, também acima dos 16,4% do consenso de analistas.

O lucro líquido do período somou R$ 167,92 bilhões, um avanço de 36,2% sobre o segundo trimestre do ano passado. Enquanto isso, as vendas de vestuário no conceito de mesmas lojas (Same Store Sales) subiu 7,8%, o 12º trimestre consecutivo de crescimento.

Ações da Riachuelo (RIAA3)

Os dados podem ter atraso de ate 20 minutos.

Farber classificou o resultado como um segundo trimestre “histórico” para a empresa e destacou que o lucro líquido nos últimos 12 meses somados atingiu R$ 528 milhões, com um crescimento de 60%.

Ele atribuiu o crescimento a uma série de fatores. Em primeiro lugar, está o trabalho feito nos últimos anos de integração do time de moda com o time de fábrica, o que tem permitido evoluir no planejamento das coleções.

Leia também: Dior prepara sua maior loja na América Latina e lidera estreias do Cidade Jardim

Além disso, a empresa buscou fazer inovações tecnológicas nas roupas e lançar coleções em parcerias com influenciadoras ou marcas. Também apostou na maior utilização de dados e aplicação de inteligência artificial em mecanismos de precificação. “Não tem bala de prata. É uma evolução contínua dos nossos modelos”, disse.

Apesar do avanço, a empresa foi impactada pela Copa do Mundo, que reduziu a frequência de consumidores, principalmente nos dias de jogos do Brasil. Farber calcula que, não fosse o Mundial, as vendas nas mesmas lojas poderiam ter crescido acima dos 10%.

“A gente estima que a Copa tirou entre 2 ou 3 pontos percentuais do nosso crescimento no trimestre. Nos dias de jogo do Brasil é muito mais, por razões óbvias. E mesmo em outros dias de jogos, como no dia da final, a gente vê que o tráfego cai muito. Mas é normal. Isso acontece a cada quatro anos e estávamos preparados”, afirmou.

Na bolsa, as ações da Riachuelo (RIAA3) acumulam queda de 10,3% no ano até a quinta-feira (6) depois de terem subido 56,4% em 2025. O papel tem recomendação de compra de 10 analistas, uma recomendação neutra e nenhuma de venda, segundo dados da Bloomberg.

Olhando para frente, do ponto de vista macroeconômico, o aumento da inadimplência entre os consumidores tem sido um ponto de atenção. O índice de inadimplência acima de 90 dias da empresa subiu 1,5 ponto percentual, para 18,9%, no segundo trimestre.

O executivo disse que está atento aos cenários, mas acredita que conseguirá manter o crescimento mesmo com as condições financeiras mais apertadas no país.

Ao mesmo tempo, ele lembrou que o mercado de moda é muito grande no Brasil e que o market share da Riachuelo é estimado em 3%, algo que oferece oportunidade. “Melhorando a nossa proposta de valor, a gente consegue gerar demanda no consumidor”, afirmou.

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