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Protocolo Não Se Cale: conheça o sinal de socorro para mulheres vítimas de …

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Protocolo capacita estabelecimentos para atender mulheres que precisam de ajuda

Publicado em 09/08/2026 – 09:00

Não Se Cale padroniza o atendimento para evitar improvisos. Foto: Divulgação/Governo de SP

Um gesto simples, feito com apenas uma mão, pode salvar vidas. Dobrar o polegar na palma e fechar os outros dedos sobre ele é o sinal universal de socorro para mulheres em situação de risco. O gesto foi adotado pelo Protocolo Não se Cale, política do Estado de São Paulo para proteger mulheres contra o assédio e violência em bares, restaurantes, escolas, clínicas e academias.

O sinal com a mão permite que a vítima peça ajuda de forma discreta e silenciosa. Ao identificar o sinal — inspirado no movimento internacional #SignalForHelp —, os funcionários capacitados devem agir imediatamente para acolher a mulher.

O gesto é composto por três passos rápidos:

  • Mostre a palma da mão aberta, voltada para fora;
  • Dobre o polegar ao centro;
  • Feche os outros quatro dedos sobre o polegar, como se o estivesse “aprisionando”.

O Não Se Cale padroniza o atendimento para evitar improvisos. Assim que o funcionário identifica o gesto ou recebe um pedido verbal de ajuda, ele deve retirar a vítima do alcance do agressor imediatamente e levá-la para uma sala reservada e segura. Caso necessário, precisa oferecer acompanhamento até o transporte ou aguardar a chegada da polícia e do socorro médico.

O que muda em um estabelecimento com o Protocolo Não Se Cale:

  • Funcionários capacitados: equipes passam por curso obrigatório, gratuito e online, com orientações sobre como identificar situações de assédio, acolher a mulher e agir de forma adequada, sem revitimização.
  • Acolhimento em local seguro: ao identificar ou receber um pedido de ajuda, o estabelecimento deve levar a mulher para um espaço reservado, afastado do agressor e de terceiros, garantindo segurança física e emocional.
  • Oferta de auxílio prevista em lei: após o acolhimento, a mulher pode escolher entre as alternativas legais de apoio, como acompanhamento até o carro, oferta de outro meio de transporte ou acionamento da polícia.
  • Identificação visual obrigatória: cartazes do Protocolo devem estar afixados em locais de fácil visualização e nos banheiros femininos, informando direitos, orientações e o gesto de pedido de ajuda.
  • Reconhecimento oficial: estabelecimentos que cumprem os requisitos recebem o selo “Estabelecimento Amigo da Mulher”, nos níveis bronze, prata ou ouro, indicando o grau de capacitação da equipe.
  • Registro e responsabilidade: é recomendável manter livro de ocorrências para registrar atendimentos, inclusive em casos de recusa de ajuda, reforçando a transparência e a responsabilidade do estabelecimento.
  • Atuação preventiva: se funcionários presenciarem situações de assédio ou violência, devem intervir, oferecer ajuda à mulher e informar que aquele comportamento não é tolerado no local.



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