A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) confirmou a identificação do segundo caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no território paulista no acumulado do ano de 2026. O diagnóstico viral foi atestado a partir de amostras colhidas em uma ave silvestre encontrada no Parque Ibirapuera, um dos principais pontos de visitação e área verde da Zona Sul da capital paulista.
A ocorrência mobilizou as equipes técnicas da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e órgãos de monitoramento ambiental, que iniciaram imediatamente os procedimentos de rastreamento e fiscalização preventiva no perímetro do parque e em áreas de influência no entorno.
Perfil da Espécie Afetada e Dinâmica de Transmissão
A ave diagnosticada com o vírus é um exemplar da espécie irerê (Dendrocygna viduata), também conhecida popularmente como marreco-de-cara-branca. Com ampla distribuição geográfica na América do Sul, Antilhas e África tropical, essa ave aquática habita frequentemente açudes, pântanos, lagos e espelhos d’água urbanos.
Por apresentarem hábitos gregários e capacidade de deslocamento entre diferentes ecossistemas hídricos, espécies da família dos anatídeos atuam como reservatórios ou hospedeiros suscetíveis a vírus gripais aviários. A Influenza Aviária de Alta Patogenicidade é uma enfermidade viral viralenta que se caracteriza pelo rápido contágio e por taxas elevadas de mortalidade entre as populações aviárias afetadas.
Ações de Contenção e Alerta à População Urbana
Após o laudo laboratorial confirmatório, a Defesa Agropecuária estadual intensificou a varredura sanitária na região do Parque Ibirapuera para verificar a presença de outros animais com sintomatologia respiratória ou neurológica.
As autoridades reforçam aos frequentadores de parques públicos e áreas abertas as orientações de segurança biológica recomendadas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA):
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Não tocar em aves doentes ou mortas: Caso algum animal silvestre seja encontrado debilitado ou caído, a população deve evitar qualquer contato físico direto.
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Notificação Imediata: A ocorrência de aves com comportamento anormal ou mortas deve ser comunicada prontamente aos órgãos de controle ambiental do município ou aos canais oficiais da Defesa Agropecuária do Estado.
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Uso de Equipamentos de Proteção: O manejo de espécimes recolhidos é restrito a equipes técnicas treinadas e munidas de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
O monitoramento contínuo em áreas de pouso e convivência de aves aquáticas silvestres é fundamental para a detecção precoce do vírus. A identificação rápida permite isolar o local e evitar que o agente patogênico chegue aos circuitos da avicultura de corte e postura..
Manutenção do Status Sanitário da Avicultura Comercial
A Secretaria de Agricultura de São Paulo ressalta que a confirmação de focos de IAAP em aves silvestres nativas ou migratórias não afeta o status do Brasil e do Estado de São Paulo como livres da doença no circuito comercial, segundo as diretrizes estabelecidas pela OMSA.
As regras do comércio internacional preveem embargos e restrições sanitárias à exportação de carne de frango e ovos apenas quando o vírus atinge plantéis de avicultura comercial (granjas industriais de corte ou postura). No entanto, o diagnóstico em um grande centro urbano reforça a necessidade de que produtores rurais da região metropolitana e do interior paulista mantenham níveis máximos de biossegurança em suas propriedades, restringindo o acesso de aves silvestres às instalações de água e ração dos aviários.




