Semana após semana, a região Sul e estados próximos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, são atingidos por tempestades devido à atuação do fenômeno El Niño.
Há exatamente uma semana, um intenso ciclone extratropical gerou ventos acima dos 100km/h em vários municípios do Rio Grande do Sul. Já na semana anterior, em 29 de julho, os vendavais alcançaram o Rio de Janeiro e o litoral de São Paulo pela passagem de uma frente fria.
Agora, o que chama a atenção é a chuvarada. Nos próximos dias, os três estados da região Sul receberão elevado acumulado de chuva, situação que diminui o ritmo de manutenção das culturas de inverno, prolifera doenças fúngicas e aumenta o nível de rios e arroios.
De forma geral, o acumulado deve ficar em torno de 85 milímetros no Rio Grande do Sul até o próximo domingo, correspondendo a metade do normal para todo o mês de agosto. Pontualmente, municípios do centro, sul e leste do Rio Grande do Sul podem receber 150mm.
Em Santa Catarina, estima-se 70mm, enquanto o sul do Paraná receberá 65mm, em média. Além da precipitação, há risco de tempestades severas com granizo e fortes rajadas de vento no Paraná e Santa Catarina, além de partes de São Paulo e de Mato Grosso do Sul, especialmente na quinta e sexta-feira, dias 13 e 14 de agosto.
Calor no centro e norte do Brasil
Por outro lado, o tempo permanece seco e cada vez mais quente em Goiás, Mato Grosso, Cerrado de Minas Gerais e Matopiba, situação que favorece a colheita de culturas como o algodão, milho, cana-de-açúcar e café. Mas, por outro lado, aumenta a incidência de queimadas.
Mais à frente, na virada de agosto para setembro, veremos, de forma adiantada, o início das chuvas de primavera nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. A expectativa é que, até meados do mês que vem, fazendas de Mato Grosso do Sul recebam pelo menos 65mm, o que deve animar produtores a iniciar o plantio de soja logo após o término do vazio sanitário, em 15 de setembro.
Em Mato Grosso, estimam-se pouco mais de 30mm nos primeiros 15 dias de setembro, enquanto o sudoeste de Goiás deverá receber aproximadamente 50mm. No Estado de São Paulo, os 100mm previstos, mais que o normal para todo o mês de setembro, devem paralisar a colheita da cana-de-açúcar.




