O plano de governo do candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), vê a inteligência artificial como uma ferramenta de desburocratização do serviço público e da economia brasileira. No documento, ele defende que a tecnologia deverá poupar tempo e simplificar a jornada dos brasileiros, “integrando informações, eliminando burocracias e aproximando o Estado de quem ele deve servir”. Além disso, o presidenciável pretende democratizar o acesso à IA para micro, pequenas e médias empresas, priorizando as voltadas para a indústria, agronegócio, saúde e logística.
A inteligência artificial também é apontada como chave para o programa Brasil por Elas, em que uma assistente virtual — ClarIA — tiraria dúvidas de cidadãos sobre medidas de segurança, agendamento de exames e obtenção de crédito. “Ela acompanha a jornada ao longo do tempo, cria um histórico, envia lembretes e sugere oportunidades de acordo com o perfil”, descreve o presidenciável.
No SUS, o uso da tecnologia tem como propósito agilizar o agendamento de consultas e exames, além da atuação na medicina preventiva. O objetivo é que a iniciativa é priorize cidadãos com maiores riscos de apresentar doenças. No documento também é defendido que o Brasil seja um país desenvolvedor de inteligência artificial. O candidato do PL propõe aumentar o número de patentes brasileiras e criar novas leis, eliminando barreiras regulatórias excessivas.
Vale lembrar que Mobile Time recentemente matérias sobre os programas de governo de Luiz inácio Lula da Silva, Romeu Zema e Renan Santos.
Tecnologia móvel e celulares
Entre as suas propostas, Flávio aborda o uso de apps para o acesso a serviços públicos, com maior ênfase para a segurança pública e inclusão digital. Como solução contra o roubo de celulares, ele defende o aumento da pena inicial, sem progressão de regime, para quem furta, recepta ou comercializa aparelhos roubados. Nos presídios, o presidenciável afirma que em seu governo, facções criminosas e presos de alta periculosidade ficarão sem qualquer acesso a smartphones.
O plano propõe manter a centralização de serviços públicos nos dispositivos móveis, com otimizações, como comandos de voz para idosos ou pessoas que têm dificuldades com tecnologia. Flávio propõe diminuir filas, com a telessaúde. Também é prevista a criação de um aplicativo de suporte social para a população mais velha, além de um focado na rede de proteção e na capacitação de mulheres.
Em relação aos trabalhadores de app, o candidato defende “a manutenção das oportunidades de renda trazidas pelo trabalho por aplicativos. Nada pode estar à frente dos interesses de quem trabalha, dos usuários e da efetiva proteção social e previdenciária a eles assegurada. Esses trabalhadores serão protegidos, sem os interesses de dirigentes sindicais à frente do processo.”
Conectividade e proteção de dados
No plano de governo, o ex-senador do Rio de Janeiro fala sobre garantir pacote de dados à população e conectar locais com baixa cobertura, sobretudo as rurais e fronteiriças, mas sem detalhes. Outra iniciativa neste viés seria a criação de pacotes exclusivos a mulheres cadastradas no programa Brasil por Elas.
Flávio defende “fortalecer a defesa cibernética do país, protegendo serviços públicos, infraestrutura crítica e cidadãos contra ataques e fraudes”.
Terras raras e minerais críticos
O candidato do PL avalia o subsolo brasileiro como um ativo estratégico que deve estar ligado à energia renovável que o Brasil tem. Ele destaca que o país possui reservas de diversos minerais essenciais para a fabricação de semicondutores, baterias, veículos elétricos etc. A partir disso, a ideia é “atrair o capital estrangeiro e a tecnologia que já existem no mundo, aplicando aqui o que outros países já dominam e transferindo esse conhecimento ao Brasil”, escreveu no plano, enfatizando que o foco é nas indústrias de transformação e data centers.
Flávio apontou o Nordeste como região-chave para essa proposta, por se tratar de um local com potencial de extração de terras raras e elevada capacidade de energia solar e eólica.




