O Santos precisava de uma resposta depois da derrota para o Athletico-PR e conseguiu encontrá-la diante do Macará. A vitória por 2 a 1, nesta quinta-feira, na Vila Belmiro, pela ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana, não veio sem sustos, mas deixou sinais importantes para Cuca. O principal deles foi a atuação da dupla Neymar e Gabigol.
O Peixe voltou a apresentar um problema recorrente ao sofrer um gol logo no início, mas desta vez não se perdeu depois de ficar em desvantagem. Com Neymar assumindo a criação e Gabigol crescendo como referência na área, o Santos controlou boa parte do confronto, criou oportunidades suficientes para construir vantagem maior e conseguiu a virada.
Santos sofre cedo
O começo expôs uma fragilidade que ainda precisa ser corrigida. Depois de Neymar levar perigo em cobrança de falta, o Macará aproveitou espaço na defesa santista e abriu o placar aos quatro minutos. Mateo Viera construiu pela lateral, e Franco Posse apareceu para concluir.
Willian Arão, utilizado como zagueiro ao lado de Luan Peres, teve dificuldades no lance. A dupla, porém, praticamente não voltou a ser ameaçada com a mesma intensidade depois disso.
A diferença em relação a outros momentos da temporada esteve na reação. O gol não desorganizou o Santos. A equipe manteve a posse, avançou suas linhas e passou a jogar quase sempre no campo adversário.
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Faltava transformar esse domínio em chances claras.
Neymar encontra Gabigol e muda o jogo
Foi justamente aí que Neymar passou a fazer diferença. O camisa 10 teve liberdade para circular e começou a encontrar Gabigol nas costas da defesa equatoriana.
A conexão apareceu duas vezes antes do intervalo. Na primeira, Rodríguez evitou o empate. Pouco depois, Neymar encontrou novamente Gabigol, que marcou seu 100º gol pelo Santos e deixou tudo igual.
A parceria continuou sendo o principal caminho ofensivo na segunda etapa. Gabigol balançou as redes outras duas vezes, ambas com participação de Neymar, mas os dois gols foram anulados por impedimento.
Mesmo sem valerem, os lances mostraram algo importante: o Santos conseguiu colocar seu centroavante repetidamente em condição de finalizar.
Gabigol não teve apenas o gol histórico. Participou mais, atacou espaços e voltou a representar uma ameaça constante dentro da área. Neymar, por sua vez, concentrou a criação e encontrou soluções contra uma defesa cada vez mais fechada.
Mudanças forçadas dão novas opções
Cuca ainda precisou reorganizar a equipe duas vezes antes do intervalo. Gabriel Menino e Gabriel Bontempo deixaram o campo com problemas físicos.
Davizinho entrou na lateral direita e ofereceu profundidade. Rollheiser substituiu Bontempo e teve participação ainda mais evidente. O argentino deu velocidade à circulação pelo lado direito e esteve na construção do primeiro gol anulado de Gabigol.
O 10 e o 9. O Príncipe e o Cruel. Os nossos #MeninosDaVila. 🤍🖤 pic.twitter.com/KCGE3QieH9
— Santos FC (@SantosFC) August 14, 2026
As entradas ajudam a ampliar as alternativas em um momento no qual o Santos terá pouco tempo de recuperação entre as partidas. Com Brasileiro, Sul-Americana e Copa do Brasil pela frente, encontrar respostas no banco será fundamental.
Pressão vira resultado
O segundo tempo consolidou a superioridade santista. Além dos dois gols anulados, João Schmidt exigiu grande defesa de Rodríguez, que também salvou na sequência da jogada.
O Macará recuou e praticamente abandonou a possibilidade de controlar a posse. O Santos teve paciência para continuar pressionando até encontrar a virada.
Ela veio novamente pelos pés de Neymar. Aos 30 minutos, o camisa 10 cobrou escanteio, e Willian Arão apareceu para marcar. Depois de participar negativamente do primeiro gol, o defensor improvisado se recuperou e decidiu a partida.
Vitória traz resposta, mas mantém alertas
O 2 a 1 foi justo pelo que o Santos produziu, embora deixe a sensação de que a vantagem poderia ser maior. Os dois gols anulados, as defesas de Rodríguez e o domínio territorial mostram que havia espaço para construir um resultado mais confortável antes da viagem ao Equador.
Também permanecem os alertas. O gol sofrido cedo voltou a expor a defesa, enquanto as lesões de Gabriel Menino e Bontempo aumentam as preocupações para uma sequência pesada.
Ainda assim, o saldo esportivo foi positivo. Mais do que a vantagem no mata-mata, o Santos encontrou uma atuação em que seus principais jogadores conseguiram potencializar um ao outro.




