A agente de comércio do Magalu (Android, iOS) no WhatsApp cresce em patamares de duplo dígito, mês a mês, desde o seu lançamento em novembro do ano passado. É o que revelou Caio Gomes, Chief Artificial Intelligence Officer (CAIO) do marketplace, durante a 27ª Conferência Anual do Santander em São Paulo nesta segunda-feira, 17.
Além do crescimento, o executivo afirmou que o agentic commerce do Magalu teve três vezes mais conversões no app de mensageria, se comparado com o site da companhia. Um resultado mais forte ante o Walmart dos EUA, que adotou a IA agêntica e registrou um resultado três vezes pior do que aquele de seu próprio e-commerce.
Em julho deste ano, o Magalu informou que ultrapassou R$ 100 milhões em vendas em quase um ano de funcionamento, acumulou 7,7 milhões de usuários com 80% dos clientes identificando no atendimento do canal agilidade, praticidade, rapidez e qualidade. Além disso, 20% voltaram a comprar pelo WhatsApp da Lu com os 300 mil parceiros plugados na plataforma.
Para Gomes, os resultados ocorreram pelo fato de a companhia focar no usuário e não apenas na tecnologia, em uma visão de mais aproximação e encantamento do consumidor e com o agente atuando como um vendedor físico.
Magalu, nem tudo é ‘agentificável’
Neste cenário, o CAIO acredita que a agente não servirá para automatizar todas as ações de compras. Para o profissional haverá:
- Tarefas delegadas para agentes de IA, vide compras aquelas mais rotineiras e de baixo valor emocional, como compra semanal de mercearia;
- Tarefas não delegadas, mais divertidas e de forte valor emocional, como compras relacionadas a viagens de férias).
Gomes acredita ainda que na era de agentes e do comércio conversacional, o importante será a criação de ecossistema com loja online, física e plataforma conversacional que se alia ao usuário caso a caso: “A diferença entre físico e e-commerce vai deixar de existir. Vai ser uma experiência só”, completou.




