O complexo industrial da Esmagadora Campos Gerais, instalado em Ponta Grossa (PR), iniciou oficialmente suas atividades sob a gestão de um consórcio formado por sete cooperativas paranaenses: Frísia, Agrária, Capal, Coasul, Integrada, Castrolanda e Bom Jesus. A união representa o maior projeto de intercooperação da história do estado, tendo a Frísia à frente da liderança operacional do empreendimento.
O projeto foi apresentado ao governador do Paraná, Ratinho Júnior, em encontro que reuniu dirigentes das instituições sócias. Em conjunto, as sete cooperativas representam aproximadamente 57 mil produtores associados, 16 mil funcionários, 2,1 milhões de hectares de área cultivada e uma receita anual combinada superior a R$ 47 bilhões.
Estrutura do Complexo Industrial
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Aquisição e transição: A fábrica, anteriormente pertencente à multinacional Louis Dreyfus Company (LDC), foi assumida formalmente pelas cooperativas no início de agosto de 2026.
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Capacidade de armazenagem: A planta ocupa um terreno de 58,08 hectares e conta com capacidade estática para 300 mil toneladas de grãos.
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Etapas de processamento: A estrutura conta com setores de recepção e beneficiamento de grãos, preparação da soja, extração de óleo e farelo, refinaria e linha de envase de lecitina.
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Mão de obra: A operação emprega cerca de 200 colaboradores diretos na planta de Ponta Grossa.
Linhas de Produtos e Mercados Atendidos
A unidade industrial foi projetada para ampliar a agregação de valor à safra de soja dos cooperados por meio de diferentes frentes de produção:
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Óleo degomado: Voltado prioritariamente ao fornecimento para a cadeia de biocombustíveis.
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Farelo de soja: Destinado à demanda da pecuária nacional e ao comércio exterior.
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Insumos secundários: Extração de lecitina e casca de soja para aplicações na indústria de alimentos e nutrição animal.
De acordo com Mario Dykstra, superintendente da Frísia, “esse empreendimento demonstra a maturidade do cooperativismo paranaense. Sete cooperativas decidiram unir forças para investir na industrialização da soja, agregando valor à produção dos cooperados e mostrando que a intercooperação é um dos caminhos mais eficientes para fortalecer o setor.”




