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segurança de menores era secundária

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A primeira testemunha do julgamento contra a Meta na Califórnia foi ouvida pelo júri nesta terça e quarta-feira. O diretor de engenharia, Arturo Bejar, disse no segundo dia de depoimento que Mark Zuckerberg, CEO da holding de Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger, promoveu uma cultura que tratava a segurança infantil nas redes sociais como uma questão secundária diante do crescimento e engajamento das plataformas. A informação saiu na Reuters. O julgamento não está sendo transmitido.

Bejar, afirmou que Zuckerberg participava de perto de muitas decisões e que a cultura centralizada da empresa garantia que mudanças no design dos produtos só ocorressem quando ele determinasse.

A testemunha também contestou uma resposta dada por Zuckerberg em outubro de 2021 às acusações feitas pela denunciante Frances Haugen de que a Meta sabia que seus produtos não eram seguros para crianças e sabia como torná-los seguros, mas não fazia isso para buscar lucros maiores. Na época, Zuckerberg afirmou que a Meta utilizava com frequência pesquisas para aprimorar seus produtos.

Bejar foi a primeira testemunha ouvida no julgamento de uma ação histórica contra a Meta movida por uma coalizão de procuradores-gerais de 29 estados, em um processo conjunto contra a holding iniciado em 2023. Ele será conduzido por advogados que representam Califórnia, Colorado, Nova Jersey e Kentucky. A holding é acusada de estimular o uso compulsivo de suas plataformas – em especial Facebook e Instagram – e causar dependência entre crianças e adolescentes.

O ex-engenheiro trabalhou na Meta de 2009 a 2015 e ajudou a analisar o bem-estar de adolescentes que usavam o Instagram enquanto atuava como contratado independente entre 2019 e 2021.

O que os 29 estados dizem sobre a Meta

Em seus argumentos iniciais, Megan O’Neill, procuradora-geral adjunta da Califórnia, disse que o modelo de negócio da Meta pode ser classificado em quatro pontos: prender os usuários, mantê-los na plataforma o maior tempo possível, coletar seus dados e esconder a verdade do público em declarações oficiais para proteger seus lucros. A acusação também reforça que Meta coleta dados de crianças com menos de 13 anos, violando as leis relacionadas à privacidade de crianças no online.

“Temos provas de que Meta sabe. Meta sabe que Instagram é danoso para uma porcentagem significativa de adolescentes, em especial meninas adolescentes”, disse.

A ação exige o fim da rolagem infinita, a proibição de filtros que mudam a aparência do usuário e o fim dos Stories no Instagram.

A holding nega todas as acusações e diz que investe na proteção de pessoas menores de 18 anos. A compensação pedida pelos 29 estados está estimada em Dezenas ou centenas de bilhões de dólares em penalidades e mudanças na forma como a Meta conduz seus negócios. O advogado geral da Califórnia estima que, caso vençam, os estados deverão solicitar US$ 1,4 trilhão de penalidades e restituições. A expectativa é que o julgamento deve durar de cinco a sete semanas.

 

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