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Rede privativa móvel do governo entra em operação assistida

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A rede privativa móvel do governo federal, lançada em junho deste ano, entrou em operação assistida, cujo período deve durar um ano.

A etapa será utilizada para testar os serviços móveis em condições reais de uso e realizar ajustes de desempenho, segurança e estabilidade antes da expansão definitiva.

A proposta é disponibilizar uma infraestrutura móvel para serviços públicos considerados críticos, aumentando a capacidade do governo federal de manter comunicações seguras e resilientes em situações que demandem maior disponibilidade de rede.

Em junho, o Mobile Time adiantou que a rede privativa móvel do Distrito Federal seria SMVNO, sigla para operadora móvel virtual segura, voltada para atender às forças de segurança e de emergência na capital. Ela contará com um core próprio, separado daquele das teles, e com uma criptografia adicional.

Rede privativa fixa

Em paralelo, a rede privativa fixa do governo federal também avança e vai conectar mais 40 prédios da administração pública até outubro. A nova fase também contempla expansão para novas cidades, como Vitória, Rio Branco, Macapá e Goiânia.

Entre os órgãos contemplados estão:

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS);

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN);

Agência Nacional de Mineração (ANM);

Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC);

Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT);

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio);

Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A escolha foi feita porque esses órgãos são considerados relevantes para a prestação de serviços públicos e para o funcionamento da administração federal. De acordo com o Ministério das Comunicações, responsável por coordenar o trabalho da EAF, a rede representa a ampliação de uma infraestrutura própria de conectividade do governo, com maior capacidade, segurança e disponibilidade para a comunicação entre órgãos públicos.

Para Frederico Siqueira Filho, ministro das Comunicações, a infraestrutura promoverá melhor atendimento ao cidadão, agilidade, mais eficiência na gestão de dados, redução de custos operacionais com telecom e otimização de recursos do Estado.

A rede privativa fixa é uma das obrigações das teles vencedoras do leilão de 5G, e a coordenação está sob a responsabilidade da EAF.

Na primeira etapa, a meta é conectar 414 prédios públicos considerados prioritários. Em uma fase posterior, a infraestrutura poderá chegar a aproximadamente 6,5 mil edificações públicas em todo o país. Além do acesso à internet em alta velocidade, a rede permite a comunicação privativa entre órgãos públicos, com recursos de redundância, alta disponibilidade e mecanismos de segurança.

Cronograma

A primeira entrega da nova fase ocorreu em junho, em Aracaju (SE), onde um órgão público federal já foi conectado à rede privativa fixa. Em outubro, a infraestrutura será ampliada para Vitória, Rio Branco, Macapá e Goiânia.

O cronograma prevê a chegada da rede a outras capitais até o fim de 2026. Em novembro, estão previstas conexões em Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Recife, Boa Vista, Porto Velho e Belém.

Em dezembro, a previsão é avançar para Manaus, Palmas, Maceió, Natal, Fortaleza, João Pessoa, São Luís, Teresina e Brasília.

Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Cuiabá e Porto Alegre ficarão para uma etapa posterior. Segundo o cronograma, as datas dessas capitais ainda estão sendo ajustadas para compatibilizar as obras de infraestrutura local com a transferência técnica das redes para a Telebras.

 

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As ilustrações das matérias são produzidas por Mobile Time com IA



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