O preço do suíno vivo atingiu um dos menores patamares da série histórica do Cepea, e a combinação de excesso de oferta com demanda enfraquecida está provocando o abandono da atividade por parte de produtores. O quadro foi apontado nesta semana em análise do centro de estudos e repercutida pelo Canal Rural, com relatos de prejuízo recorrente nas granjas.
A crise de margens não é isolada no complexo de proteínas. Também segundo o Cepea, o poder de compra do avicultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja recuou em agosto pelo segundo mês consecutivo, pressionado pela desvalorização do frango vivo — reflexo da oferta interna elevada — e pela alta dos principais insumos. No mercado de ovos, os preços recuaram na segunda quinzena de agosto, após estabilidade na primeira metade do mês: a desaceleração típica das vendas no período enfraqueceu a demanda, e atacadistas e varejistas pressionaram por descontos, que foram cedidos pelos produtores.
No plano sanitário, entidades de produtores da Irlanda do Norte (UFU) e da Irlanda (IFA) se reuniram em Dublin para discutir a turbulência no mercado suíno europeu, o risco de peste suína africana (PSA) e a regulação ambiental. Não há novos casos confirmados nem impacto declarado para o Brasil, mas a pauta sinaliza o nível de alerta europeu — relevante para um país que depende de manter seu status sanitário para sustentar exportações. O momento é delicado: em Santa Catarina, polo avícola e suinícola do país, cooperativismo e tecnologia foram apontados pela Fecoagro como pilares da competitividade regional, justamente os fatores que separam os produtores que suportam o ciclo de preços dos que saem da atividade.
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Da Redação




