A Via Raposo Tavares (rodovia SP-270) firmou uma parceria com a TIM para instalar 4G em regiões que atualmente não têm cobertura celular. Em conversa com Mobile Time nesta manhã de sexta-feira, 21, Delci Ferreira, coordenador de serviços de TI da concessionária, disse que o projeto terá 15 torres novas nas seguintes regiões:
- De Itapetinga a Ourinhos/SP;
- Rodovias transversais SP 198 e SP 278;
- Vias de acesso (SPAs) no Paranapanema, Piraju e Angatuba.
- Zonas rurais próximas
A cobertura de rede é um pedido do edital de concessão da estrada pelo governo do estado de São Paulo, não há relação com as metas de cobertura. Ferreira explicou que a conectividade sem rede é uma das prerrogativas do certame, porém, a concessionária poderia escolher entre Wi-Fi, celular ou até satélite, mas optou pela rede 4G pela facilidade do telecom.
Com isso, a concessionária fez um edital e uma carta convite para as operadoras. As teles enviaram propostas e a TIM foi a escolhida. A operadora também tem outras antenas já instaladas que servirão para a conectividade na estrada. O executivo reforçou que a cobertura de rede servirá para clientes de outras operadoras por meio de roaming.
A meta para instalação da rede é até 18 de agosto de 2027, 18 meses após a assinatura do contrato de concessão da rodovia: “Mas a ideia é tentar deixar esse serviço operacional o quanto antes”, completou o executivo.
Projeto de conectividade e digitalização da Raposo Tavares
Na ideia da Via Raposo, o 4G será um serviço de conectividade voltado ao consumidor e servirá como redundância em seu projeto de digitalização. Nesta proposta, a fibra ótica é a principal forma de conectividade. A companhia está instalando uma rede com 285 km de fibra ótica em toda rodovia.
Essa conectividade via cabo permitirá utilizar serviços e aplicações como:
- 300 câmeras conectadas;
- Conectividade em sete pórticos de Free Flow;
- Sensores inteligentes para medir o fluxo de veículos;
- Radares que foram retirados pelo DER e que serão reinstalados para reduzir acidentes em pontos críticos.
Também está nos planos da concessionária a instalação de um sistema de iluminação inteligente e telegestão, que será em 4G. Todo esse ecossistema estará conectado ao centro de controle da concessionária e da Artesp, a reguladora das estradas paulistas.
Controlada pelo Pátria Investimentos, a concessão da rodovia durará 30 anos e terá R$ 5,8 bilhões em obras de melhorias, como a duplicação da via.




