O Foursquare foi criado em 2009 por Dennis Crowley e Naveen Selvadurai, com a ideia de ser um jogo para incentivar as pessoas a fazerem check-ins em diferentes locais. A cada ação concluída, o usuário ganhava pontos, podia desbloquear badges e se tornar prefeito do espaço, caso tivesse o maior número de baixas lá. Além disso, era possível competir com outras pessoas, acompanhar onde estavam e deixar dicas e avaliações do local.
O app foi lançado naquele mesmo ano e foi considerado a bola da vez entre as ferramentas baseadas em localização pelo TechCrunch. Em cerca de um ano, o Foursquare já somava quase 2 milhões de usuários, apesar dos 25 funcionários. O aplicativo também firmou parcerias com veículos de imprensa, como Wall Street Journal.
Mudança de rumo
Ao longo dos anos, a empresa foi mudando seu foco para se tornar uma plataforma de publicidade e marketing baseada em localização. No ano de 2014, o aplicativo foi dividido em dois: o Foursquare City Guide e o Swarm (Android, iOS). O primeiro focou no fluxo de dados para ajudar usuários a encontrar estabelecimentos e experiências bem avaliadas. O intuito era competir com o Yelp. Enquanto o segundo manteve o aspecto social do Foursquare, como as baixas e o título de prefeito.
O ano também foi marcado pela dispensa de fazer check-in manualmente dentro do Foursquare. O motivo? A empresa já tinha dados suficientes de seus usuários. Inclusive, baseada nas experiências da pessoa, o aplicativo exibia recomendações personalizadas, destacando as de amigos ou pessoas conhecidas. As mudanças, no entanto, não agradaram aos usuários. Segundo notícia do Tech Crunch, o Swarm tinha apenas 1,5 estrela na App Store e era “ameaçado” no então Twitter por uma conta chamada “Kill Swarm”. Apesar disso, o City Guide foi descontinuado apenas em 2024. Na época, o Foursquare disse que pretendia concentrar seus esforços no Swarm, investindo em novos recursos.

Logo do Foursquare City Guide. Reprodução/Twitter.
Nova fase
Em mais de dez anos, a empresa foi se consolidando em uma plataforma de dados, que os oferece a empresas e veículos de notícias para que forneçam experiências a partir do local onde os usuários estão. Algo bem próximo ao que a Factual já fazia, empresa que foi fundida ao Foursquare em 2020. A solução, baseada em sua tecnologia própria – Pilgrim – atraiu novas parcerias, como a Amazon, Apple, Airbnb, Uber e Samsung.
Naquele mesmo ano, a empresa faturou mais de US$ 100 milhões. Em 2021, Crowley anunciou que se afastaria do comando da empresa e passou a ser parte do Conselho de Administração. Atualmente, o Foursquare afirma ter mais de 16 bilhões de check-ins feitos por humanos, em torno de 120 milhões de pontos de interesse, mais de 550 parceiros integrados e aproximadamente 500 milhões de dispositivos alcançados por suas soluções de publicidade.
Logo do Imagem: Foursquare. Reprodução/Wikipedia.




