Marília – Um projeto de capoeira com cerca de três anos Universidade de Marília (Unimar) promove novo modelo de vivência para acadêmicos e passou a levar a instituição a competições, inclusive com medalhas
Muito além das salas de aula, a experiência universitária envolve convivência, da cultura, do esporte e das oportunidades de desenvolvimento pessoal.
As atividades são conduzidas pelo acadêmico do curso de Educação Física, Valdeir da Silva Neto, que acompanha o desenvolvimento dos participantes desde o início do projeto.

Segundo ele, o trabalho ganhou uma nova dimensão à medida que os alunos evoluíram tecnicamente e demonstraram interesse em participar de competições.
“Nesses três anos, a gente vem evoluindo os nossos atletas e, no último ano, a gente vem focando nas questões de competições, com os atletas que tiveram o intuito de competir, e já trouxemos medalhas”, explica Valdeir.
O resultado desse trabalho começou a aparecer também fora do campus. Com treinamento, dedicação e acompanhamento técnico, acadêmicos participantes do projeto passaram a representar a Unimar em campeonatos de capoeira, alcançando bons resultados e conquistando medalhas.
O acadêmico do curso de Ciência da Computação, André Luiz, conquistou a medalha de ouro e destaca a importância de a própria Universidade oferecer oportunidades esportivas dentro do campus, principalmente para estudantes que vieram de outras cidades para cursar a graduação.
“Eu acho muito importante a Unimar ter um local que promove o esporte, além de nos ajudar a ter o contato que é muito importante, facilita também para quem não é daqui de Marília. O pessoal que vem para a aula e consegue praticar esportes”, afirma.
A presença de projetos esportivos no ambiente universitário amplia as possibilidades de formação e convivência dos estudantes. Além dos benefícios relacionados à saúde e à atividade física, iniciativas como a capoeira estimulam disciplina, persistência, concentração, respeito e trabalho coletivo. Além da integração, a disponibilidade das atividades em horários compatíveis com a rotina de trabalho e estudo também contribui para a participação.
Para o acadêmico de Ciência da Computação, Marcos Paulo Santana, o qual conquistou a medalha de prata, o projeto possibilitou inclusive retomar uma prática que já fazia parte de sua vida.


“Foi uma oportunidade que casou bem com o cotidiano, com a rotina, porque acontece em um horário pós-comercial e dá para a gente vir depois do serviço praticar. Muitas vezes a gente fica esperando o momento certo, pensa em voltar depois de acabar o curso, e aí apareceu essa oportunidade. Eu falei: ‘vou me arriscar a voltar’, e estou aí de volta”, conta.
Além de estimular a atividade física, o projeto aproxima os estudantes de uma manifestação profundamente ligada à cultura brasileira. A capoeira reúne elementos de luta, esporte, música, tradição e expressão corporal, tornando a prática uma oportunidade de desenvolvimento que ultrapassa o aspecto competitivo.
Para o mestre Eduardo Limão, promover a modalidade dentro do ambiente universitário contribui também para manter viva essa história e ampliar o contato das novas gerações com a cultura brasileira.
“A capoeira é um patrimônio histórico do Brasil, uma arte marcial legitimamente brasileira. A gente tem que fazer essa divulgação, trazer para toda a sociedade a nossa cultura, a nossa história. E a gente vem fazendo um trabalho maravilhoso. O Neto vem desenvolvendo aqui as aulas e, através delas, nós conseguimos bons resultados nos campeonatos que estamos participando”, destaca.
O trabalho conta ainda com a experiência do mestre Wilker Porto, que acompanha os participantes durante o processo de aprendizagem e desenvolvimento técnico. Para ele, as conquistas alcançadas refletem especialmente o empenho dos próprios atletas. “Isso é fruto do comprometimento dos próprios alunos. Eu estou aqui para orientá-los, ajudar no aperfeiçoamento das técnicas e o resultado é esse, duas medalhas para o time Unimar”, ressalta.




