Marília – Em uma semana, três réus em denúncia de organização criminosa para tráfico de luxo em Marília pediram à Justiça liberação do uso de tornozeleiras. A 1ª Vara Criminal, onde pelo menos quatro processos do caso tramitam, rejeitou todos.
O processo, com 28 réus, já teve ordens de prisão contra todos, que a Justiça converteu em liberdade com uso dos equipamentos.
J.M.R.F. e B.H.H.F., tiveram decisões negativas no dia 13 de agosto e, no dia 17, a justiça negou para F.S.G., aliás, acusado de liderar a organização.
No primeiro caso, a juíza Josiane Patricia Cabrini Martins Machado destaca que um caso de “elevada complexidade, decorrente de extensa investigação policial”. Assim, que alegação de excesso de prazo não autoriza, por si só, a revogação das medidas cautelares.
Os réus alegam prejuízos profissionais pelo uso do equiopamento, mas a juíza diz que não demonstraram de forma concreta os impedimentos.
“Ressalte-se, ainda, que a monitoração eletrônica constitui medida significativamente menos gravosa do que a prisão preventiva”, concluiu.
No segundo caso, a magistrada aponta que transtornos pelouso do equipamento não afastam a adequação e a necessidade da medida.
“O fato de a medida cautelar estar produzindo os efeitos pretendidos não autoriza concluir que os motivos que ensejaram a sua imposição tenham desaparecido. Ao contrário, evidencia a própria eficácia da providência.”
Tráfico de luxo
A Operação Synthlux é iniciativa da Dise (Delegacia de Investições Sobre Entorpecentes) e denuncia organização com base em Marília e serviços em mais cidades. Aponta venda de drogas sintéticas e haxixe, forma mais potente e cara da maconha, inclusive com envio pelos Correios.
O nome combina o material sintético e o luxo de alguns acusados em famílias de classe média alta.
O processo principal tramita de forma lenta em consequência do número de réus – 28 – e constantes intervenções de defensores.
Além disso, flagrantes em apreensões durante a operação provocaram casos isolados, como o de F.S.G., que em breve deve ter sentença.
A operação provocou, inclusive, um segundo processo com vários réus para investigar lavagem de dinheiro do tráfico na compra de bens como imóveis e veículos




