*Por Thiago Henrique
Rafael Matos e Orlando Luz vivem o melhor momento da carreira. Em agosto, os gaúchos fizeram história ao se tornarem a primeira dupla 100% brasileira a conquistar um Masters 1000, em Montreal, no Canadá. Na semana seguinte, repetiram o feito em Cincinnati, nos Estados Unidos, e chegam ao Aberto dos Estados Unidos embalados para a disputa do último Grand Slam da temporada.
A sequência de títulos, porém, veio depois de um período complicado. Amigos desde os 12 anos e parceiros desde o início da temporada, os dois passaram por uma série de seis derrotas consecutivas entre abril e junho, na metade da temporada.
The moment Luz & Matos made it two in a row 🏆🏆#CincyTennis pic.twitter.com/hduMRBgWzj
— Cincinnati Open (@CincyTennis) August 23, 2026
A dupla não venceu nenhuma partida nos torneios disputados na Europa, incluindo os Masters 1000 e Roland Garros. “No fim, foi um desastre. A gira da Europa, dos Masters 1000 e de Roland Garros. Não ganhamos nenhum jogo”, relembrou Matos.
Apesar dos resultados negativos, os brasileiros mantiveram a parceria e a confiança no trabalho realizado nos treinamentos. “A gente seguiu fazendo o trabalho que a gente acredita. A rotina, o dia a dia nos treinos. A gente estava treinando super bem. Treinava contra as duplas aqui, as melhores duplas do circuito. Muitos dos jogos que a gente perdeu também nos torneios foram decididos muito no detalhe”, explicou Matos.
Luz reforçou que a dupla nunca chegou a pensar em separação. “Em nenhum momento, a gente se estressou de verdade. Apesar das derrotas, a gente fica triste, mas a gente sabia que acreditava que estava fazendo o trabalho corretamente e que uma hora ia chegar às vitórias“, complementou o parceiro.
Momento de reação
A reação veio justamente no piso rápido, superfície na qual os dois não esperavam alcançar os maiores resultados da temporada.
“Eu acreditava muito que a gente poderia ganhar um Masters 1000 esse ano já, mas não na quadra rápida. Pensava que seria no saibro porque sempre foi meu piso preferido, do Orlando também, e foi onde a gente teve nossos melhores resultados”, contou Matos.
Luz também admitiu a surpresa: “Para chegar no Finals, a gente teria que fazer resultados grandes, mas eu nunca tinha jogado um Masters 1000, então na minha cabeça era impossível pensar: vou ganhar um, dois, e principalmente na rápida”.
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Agora, como sexta melhor dupla do mundo, Matos e Luz chegam ao Aberto dos Estados Unidos com outro status no circuito. Segundo Orlando, os títulos recentes fizeram com que os principais jogadores passassem a enxergar os brasileiros de outra maneira.
“Os tenistas do top 5, que ganham Masters 1000 e Grand Slam, nos parabenizaram. Eu já escutei que você ganha jogo no vestiário, na forma como você entra para jogar. Esse respeito coloca a gente no mesmo patamar dessas duplas para disputar os torneios maiores”, concluiu.




