Marília fechou julho com saldo negativo de 121 empregos com carteira assinada, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego divulgados pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No mês, foram registradas 2.983 admissões e 3.104 desligamentos, reduzindo o estoque de trabalhadores formais para 70.986.
O resultado representa melhora em relação a junho, quando o município perdeu 372 postos, com 3.179 contratações e 3.551 demissões. Apesar da redução no ritmo das perdas, julho foi o segundo mês consecutivo com saldo negativo no mercado formal de Marília. Em junho, o estoque era de 71.107 vínculos ativos.
Mulheres concentram perdas em julho
O recorte por sexo mostra que as mulheres responderam pela maior parte do resultado negativo de julho. Foram 1.364 admissões e 1.488 desligamentos, com saldo de -124 postos.
Entre os homens, houve saldo positivo de três vagas, resultado de 1.619 contratações e 1.616 distratos.
Por faixa etária, a maior redução ocorreu entre trabalhadores de 25 a 29 anos, com saldo negativo de 77 vagas. Foram 455 carteiras assinadas e 532 contratos encerrados.
Na faixa de 30 a 39 anos, o saldo foi de -65 postos, com 772 contratações e 837 desligamentos. Entre os trabalhadores de 18 a 24 anos, foram 786 admissões e 797 desligamentos, resultando em perda de 11 vagas.
O grupo de 40 a 49 anos teve saldo negativo de 13 postos. Em contrapartida, houve criação líquida de 24 vagas entre trabalhadores de até 17 anos, duas entre aqueles de 50 a 64 anos e 19 entre profissionais com 65 anos ou mais.
Ensino superior teve maior retração
Por escolaridade, o maior saldo negativo foi registrado entre trabalhadores com ensino superior completo, que perderam 92 postos em julho. Foram 249 admissões e 341 desligamentos.
Também houve redução entre trabalhadores com ensino fundamental completo (-32), superior incompleto (-21), fundamental incompleto (-19) e ensino médio incompleto (-12).
Entre os trabalhadores com ensino médio completo, grupo que concentrou o maior número de movimentações, o saldo ficou praticamente estável, com perda de três postos. Foram 2.155 admissões e 2.158 desligamentos.
O único saldo positivo expressivo no recorte por escolaridade ocorreu entre trabalhadores sem instrução formal, classificados pelo Caged como analfabetos, que tiveram saldo de 58 vagas no mês.




