
A chamada Rodovia do Contorno deixou há muito tempo de cumprir apenas a função de uma rodovia que passa por Marília. Na prática, o trecho se transformou em uma das principais ligações entre diferentes regiões da cidade e concentra diariamente um enorme fluxo de veículos.
É uma confluência de importantes rodovias (SP-294, SP-333, BR-153) que chegam e saem de Marília, mas também virou parte da rotina de milhares de moradores que utilizam a via para se deslocar dentro do próprio município.
O problema é que a infraestrutura não acompanhou essa transformação.
A Rodovia do Contorno continua sendo uma via sinuosa, sem iluminação, sem marginais e com uma configuração incompatível com o volume de veículos que recebe, principalmente nos horários de pico.
Acidentes e mortes: o preço da infraestrutura defasada
O resultado está diante dos nossos olhos.
Acidentes, colisões e engavetamentos são registrados com assustadora frequência. E, infelizmente, o histórico da rodovia também é marcado por mortes.
O trecho entre o Marília Shopping e a base da Polícia Rodoviária é especialmente preocupante e já foi cenário de inúmeras ocorrências graves ao longo dos anos.
A necessidade de planejamento e investimento
Não podemos naturalizar essa situação.
É preciso que o poder público e os órgãos responsáveis pela rodovia tratem o Contorno como aquilo que ele efetivamente se tornou: um dos principais corredores de mobilidade de Marília.
Isso exige planejamento e investimento. É necessário discutir seriamente a ampliação da capacidade da rodovia, a implantação de marginais, melhorias na iluminação, adequações nos acessos e intervenções que aumentem a segurança e permitam que o trânsito flua de maneira mais eficiente.
Marília cresceu. O número de veículos cresceu. A ocupação urbana avançou em direção à rodovia. A infraestrutura também precisa crescer.
Mudança de comportamento: responsabilidade de todos
Mas seria injusto colocar toda a responsabilidade sobre o poder público.
Quem utiliza diariamente a Rodovia do Contorno presencia com facilidade comportamentos absolutamente irresponsáveis. Motoristas em alta velocidade, mudanças bruscas de faixa, ultrapassagens perigosas, veículos colados uns aos outros e motociclistas circulando de maneira arriscada são cenas comuns.
Nenhuma obra será suficiente se não houver também mudança de comportamento.
O poder público precisa oferecer uma rodovia mais segura. Os motoristas precisam fazer a parte deles.
Não deveria ser necessário esperar o próximo acidente grave, o próximo engavetamento ou, pior, a próxima morte para que alguma providência seja tomada.
A Rodovia do Contorno já é uma avenida de Marília na prática. Falta apenas que sua infraestrutura seja compatível com essa realidade.




