Exatamente um mês antes de efetivamente separar os negócios de proteção de cultivos da divisão de sementes em duas companhias independentes, a Corteva apresentou, nesta terça-feira, um amplo pipeline de inovação para o milho até 2035. Com ele, a Vylor, empresa a ser criada a partir do spin-off da Corteva, espera gerar mais de US$ 2 bilhões em receita adicional.
Segundo a companhia, as tecnologias — resultado de investimentos em genética realizados ao longo da última década — deverão alcançar 90% de seus negócios com milho e reforçar a presença da empresa nas principais regiões produtoras.
Entre as principais apostas está uma nova tecnologia desenvolvida para aumentar a produtividade e a estabilidade de rendimento do milho. Em testes de campo, essa tecnologia proporcionou um ganho médio adicional de três bushels por acre (o equivalente a 202 quilos por hectare, ou 3,36 sacas de 60 quilos por hectare).
“Estamos construindo plataformas tecnológicas proprietárias de longo prazo, com posição mais favorável em relação a royalties, que darão à Vylor mais liberdade para inovar, expandindo nosso negócio de licenciamento e posicionando a empresa para uma liderança sustentada”, disse o diretor de tecnologia da futura Vylor, Sam Eathington, em comunicado.
América Latina abre os lançamentos
O primeiro lançamento está previsto para a América Latina, em 2028, com a tecnologia Abranvo, que oferece controle da lagarta-do-cartucho com dois novos modos de ação, além de características voltadas à produtividade, à estabilidade de rendimento e à tolerância a herbicidas.
Num segundo momento, a Vylor prevê lançar uma nova geração de tecnologias para controle de insetos, com mais dois modos de ação proprietários, ampliando o controle da lagarta-do-cartucho.
O avanço para a América do Norte está previsto para 2029. Na região, a empresa planeja lançar uma tecnologia para o controle de insetos da parte aérea, combinada à sua característica proprietária de produtividade e estabilidade de rendimento.
Edição gênica
Outro destaque do pipeline é o desenvolvimento de uma tecnologia de milho resistente a múltiplas doenças por meio de edição gênica.
A tecnologia, que promete ser disruptiva, deverá oferecer resistência a quatro doenças do milho: cercosporiose, helmintosporiose, ferrugem-polissora e podridão-de-antracnose do colmo.
A companhia também prevê o lançamento de híbridos de milho com estatura reduzida, desenvolvidos com base em suas plataformas tecnológicas de próxima geração e direcionados a segmentos nos quais possam gerar maior valor para os produtores.
Para 2031, também na América do Norte, a Vylor projeta lançar uma nova tecnologia para o controle de insetos subterrâneos no milho.




