
A Polícia Civil prendeu na manhã desta terça-feira (1º) três homens e uma mulher suspeitos de envolvimento no espancamento e morte do pedreiro Natanael Costa Marcelino, de 49 anos. O crime ocorreu no início de agosto na favela do Argollo Ferrão, na zona oeste de Marília, e teria sido motivado por uma desavença ligada ao furto de um aparelho celular.
Segundo o delegado Luís Marcelo Perpétuo Sampaio, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Marcelino teve o telefone furtado. Ao cobrar a devolução do celular e acionar a Polícia Militar (PM), o trabalhador passou a ser alvo do grupo. Ele foi levado a um barraco na mesma comunidade, onde foi agredido com golpes na cabeça.
“O motivo foi banal, como ocorre nesse tipo de caso. A vítima teria tido um celular furtado e foi cobrar a devolução. Como represália, após o acionamento da PM, acabaram arrebatando a vítima e, num quartinho, acabaram por espancá-lo. Ele sofreu várias lesões, foi socorrido, mas acabou vindo a óbito”, contou o delegado.
A vítima foi internada no Hospital das Clínicas (HC) no dia 5 de agosto, mas morreu quatro dias depois, às 5h41 de 9 de agosto. O caso, registrado a princípio como morte suspeita, passou a ser apurado como homicídio qualificado após o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontar hemorragia subaracnóidea, um tipo de acidente vascular cerebral que pode ser causada por traumatismo ou aneurisma.
Os mandados de prisão temporária foram cumpridos nas imediações dos bairros Argollo Ferrão e Cavallari. Em depoimento na DIG, os quatro suspeitos negaram ter desferido os golpes fatais e culparam uns aos outros pela morte do pedreiro. A Polícia Civil apura a conduta individual de cada um na ação.




