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Diretor da Meta defende BSPs em seu ecossistema agêntico

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O ecossistema de parceiros de negócios da Meta, os chamados (BSPs), continuará tendo papel central na estratégia de mensageria da companhia. A avaliação é de Tarcísio Ribeiro, diretor sênior de business development e partnership da Meta. Em conversa exclusiva com Mobile Time durante o Blip ID nesta quinta-feira, 3, o executivo afirmou que os parceiros são fundamentais e insubstituíveis para o negócio porque reúnem conhecimento sobre diferentes verticais, relacionamento com os clientes e domínio técnico de sistemas legados.

Ribeiro foi questionado sobre a repercussão no mercado após o lançamento do Meta Business Agent (MBA) e sobre a possibilidade de a companhia priorizar sua própria inteligência artificial agêntica em detrimento das empresas que integram o ecossistema de BSPs. O executivo preferiu não comentar detalhes sobre a dinâmica do mercado e afirmou que sua resposta deveria se concentrar em um fato: a Meta não consegue estar presente em todos os lugares para realizar integrações pontuais.

Nesse cenário, cabe à Meta fornecer a infraestrutura do WhatsApp, com capacidade de ser fluida e escalável, enquanto os BSPs ficam responsáveis pela customização das soluções para diferentes verticais. Isso inclui integrações complexas com sistemas de back-office dos clientes, além de governança e orquestração de múltiplos fluxos de dados, explicou o executivo.

O diretor da big tech compara a infraestrutura da Meta e do WhatsApp a um rio, enquanto os agentes criados pelos BSPs no Meta Business Agent (MBA) são como os comércios localizados às margens do rio.

Um exemplo de relacionamento estreito entre a big tech e BSPs é a parceria com a Blip. A Blip anunciou nesta terça-feira que aderiu ao servidor de anúncios MCP da Meta, uma arquitetura aberta focada em APIs para comunicação entre sistemas e interfaces agênticas.

Na prática, as empresas plugadas na Blip 2.0 com canais da Meta podem criar, gerenciar, otimizar e gerar relatórios de suas campanhas de anúncios, como click-to-WhatsApp — ou seja, um controle da campanha em uma única tela. Isso é feito por meio do Blip Brain, copiloto e assistente agêntico da empresa de tecnologia.

Meta Business Agent

Ribeiro afirmou ainda que os agentes têm potencial para trazer o atendimento individualizado e de alta confiança em escala global, ao eliminar menus rígidos e filas de espera. Questionado por esta publicação sobre a busca de empresas para usarem o MBA, o executivo afirmou que as marcas têm demonstrado interesse no uso.

O melhor exemplo de desenvolvimento é que, 60 dias após o lançamento, o ecossistema agêntico da Meta tem casos de uso de destaque com Stellantis, Movida e Sem Parar.

“Isso aconteceu por dois motivos: pela escala da Meta e pela capacidade de criar soluções como essa. Assim como os nossos canais de distribuição, que ajudam a gente a levar essas soluções para o mercado com credibilidade e complementando as capacidades que temos”, relatou.

Preço do WhatsApp

Outro ponto que esta publicação levantou com o executivo foi a recente mudança na dinâmica de preços de mensagens no WhatsApp. O diretor da Meta apontou que o mensageiro preza pela higiene e por manter o aplicativo livre de spam, diferentemente de outros canais.

Essa preocupação com a qualidade das mensagens é o que justifica as constantes mudanças no modelo de negócio: “Nós temos um canal muito valioso e as pessoas valorizam esse canal justamente pela higiene que a Meta mantém. É impossível ser perfeito pela escala em que a gente trabalha, mas o nosso foco é sempre a segurança do usuário, é sempre melhorar a nossa plataforma e, como consequência disso, as empresas também confiam no canal”, disse.

“O modelo de negócio, como muda… Eu acho que isso cai no fato de que, toda vez que há uma mudança e se introduz uma nova tecnologia, existem percepções diferentes”, completou. “A Meta vai continuar trabalhando para garantir a integridade do canal e minimizar riscos.”

Imagem principal: Tarcísio Ribeiro, diretor da Meta (de azul) e Daniel Costa, chairman da Blip (crédito: Henrique Medeiros/Mobile Time)

 

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As ilustrações das matérias são produzidas por Mobile Time com IA



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