
O advogado e candidato a deputado federal Lucas Dantas (PSB) e o deputado estadual Caio França (PSB), que busca a reeleição, visitaram o Espaço Potencial, em Marília, na manhã desta sexta-feira (4). O encontro teve como objetivo aproximar os políticos das entidades assistenciais e conhecer as principais necessidades enfrentadas pelas instituições.
Dantas e França conversaram com a diretoria e funcionários do Espaço Potencial. Também participaram da agenda representantes da Associação Filantrópica de Marília, da Santa Casa de Misericórdia de Marília e do Instituto de Suicidologia e Luto de Marília.
Ao falar aos presentes, Lucas Dantas reconheceu que a visita ocorre em meio ao período eleitoral e apresentou a aproximação com as entidades como parte da parceria estabelecida com Caio França. “Eu queria só agradecer a vocês falando que tanto eu quanto o Caio estamos numa disputa eleitoral. E a ideia de trazer o Caio para a Marília é fazer essa aproximação com as entidades”, afirmou.


O candidato também destacou a relação pessoal que desenvolveu com o deputado estadual. “Eu tive o prazer de conhecer não só o Caio político, mas o coração do Caio. E eu sei que essas causas e as entidades significam aos seus projetos”, declarou.
Caio França, por sua vez, ressaltou a atuação parlamentar e a parceria com Dantas. “Eu estou nessa parceria com o Lucas, também sou advogado, como ele. Estou no terceiro mandato como deputado estadual aqui por São Paulo”, disse.
Durante a conversa, França também destacou uma de suas principais bandeiras na área da saúde: a distribuição de cannabis medicinal pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o deputado, São Paulo foi o primeiro Estado brasileiro a adotar a medida. “Eu tenho uma lei que é que São Paulo é o primeiro estado do Brasil a fornecer canábis medicinal pelo SUS”, afirmou.
O parlamentar disse ainda que busca ampliar a utilização da terapia para diferentes patologias e citou o autismo entre os casos em que famílias já fazem uso do tratamento. “A gente tem tentado ampliar essa pauta para muitas patologias. E sabe muito bem que no autismo tem muitas famílias se beneficiando dessa terapia também”, afirmou.
O atendimento atual oferecido pelo Espaço Potencial
A fundadora do Espaço Potencial, Lurdes Santos, apresentou aos candidatos a dimensão do trabalho desenvolvido pela instituição. Segundo ela, atualmente são atendidas cerca de 380 pessoas, principalmente com diagnóstico de autismo, encaminhadas pelas redes de saúde e educação.
“O Espaço Potencial é dedicado a um trabalho de tratamento. Nós atendemos pessoas com um diagnóstico prevalecente de autismo. Esses pacientes chegam aqui encaminhados pela saúde, pela educação. Cada um vai receber o que precisa”, explicou.
Lurdes destacou, porém, que os recursos públicos destinados ao serviço não são suficientes para cobrir todas as necessidades da entidade. “Nós fazemos esse trabalho com uma equipe de profissionais especializados, mantido pelo município e o governo pelo Estado, mas isso não dá conta. Dependemos muito da parceria de parlamentares para manter esse serviço acessível à população”, afirmou.
Questionada sobre a utilização de cannabis medicinal por pacientes atendidos pelo Espaço Potencial, a fundadora confirmou que há casos. “Nós temos pacientes que fazem de cannabis, sim. É um tratamento medicamentoso como qualquer outro, mas não é prescrito pela instituição”, explicou.
O que disseram as entidades sobre o apoio dos parlamentares
A necessidade de recursos também foi apresentada por representantes das demais entidades presentes. O delegado de polícia, Bolívar dos Santos Junior, vice-presidente da Associação Filantrópica de Marília, afirmou que o apoio da comunidade e de parlamentares é importante para a manutenção dos serviços de acolhimento e convivência oferecidos pela instituição.


“A ajuda da comunidade, dos deputados, é sempre bem-vinda para o nosso serviço de acolhimento, de convivência a essas pessoas carentes”, afirmou. Segundo ele, a Associação Filantrópica, que tem 83 anos de história, possui um projeto aprovado voltado ao acolhimento e à convivência familiar, envolvendo mulheres em situação de risco, idosos e filhos dessas mulheres.
Na área da saúde, a captadora de recursos da Santa Casa de Marília, Daniela Santos, ressaltou a dimensão regional do atendimento prestado pelo hospital e o impacto do subfinanciamento do SUS sobre as contas da instituição.


“A gente precisa do apoio dos deputados federais e estaduais porque hoje a Santa Casa atende 62 municípios. 72% do atendimento da Santa Casa é SUS e a gente sabe o déficit que o SUS causa”, afirmou.
Daniela explicou que, segundo a realidade financeira apresentada pela instituição, o valor repassado pelo poder público não cobre integralmente o custo de determinados procedimentos. “Um atendimento do SUS que custe R$ 100, o Estado repassa em torno de R$ 70. Então ficam R$ 30 faltando. Por isso a importância deste contato com o Caio para nos ajudar com o envio de recursos”, declarou.




