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A Oura está se preparando para um IPO na Nasdaq, após reportar US$ 1,2 bilhão em receita e 5 milhões de assinantes em nove meses. A empresa, que lançou seu primeiro produto em 2015, destaca seu anel inteligente, Oura Ring, que monitora saúde e bem-estar. No ano fiscal de 2026, a receita cresceu 74%, e o lucro líquido aumentou para US$ 60,8 milhões.
A Oura enfrenta concorrência de gigantes como Apple e Google, e reconhece que seu crescimento pode não ser sustentável. A empresa combina vendas do anel com uma assinatura, que dobrou em um ano, gerando US$ 240,5 milhões. Riscos incluem a capacidade de inovação, cibersegurança e mudanças regulatórias. A Oura busca expandir sua plataforma, que integra hardware, software e serviços.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A Oura se prepara para testar na bolsa o crescimento que transformou seu anel inteligente em um negócio bilionário. A companhia entrou com pedido para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos, depois de superar US$ 1,2 bilhão em receita em nove meses e alcançar 5 milhões de assinantes.
A fabricante pretende listar suas ações na Nasdaq, sob o ticker OURA. O número de papéis que serão ofertados e a faixa de preço ainda não foram definidos, segundo o formulário S-1 submetido à Securities and Exchange Commission (SEC).
A Oura pode chegar à bolsa com uma avaliação acima dos US$ 11 bilhões alcançados em sua última rodada de investimentos, segundo o The Wall Street Journal, que informou também que a companhia pretende listar suas ações na Nasdaq já em setembro.
Fundada em 2013, em Oulu, na Finlândia, a Oura lançou seu primeiro produto em 2015. Hoje, seu carro-chefe é o Oura Ring, um anel inteligente que monitora indicadores de saúde e bem-estar, como sono, frequência cardíaca e temperatura corporal. Os dados coletados pelo dispositivo são analisados por meio do aplicativo da Oura, que oferece informações e recomendações personalizadas aos usuários.
No prospecto, a empresa reporta crescimento de 74% da receita nos primeiros nove meses do ano fiscal de 2026, encerrados em junho, para US$ 1,21 bilhão. O lucro líquido chegou a US$ 60,8 milhões, contra US$ 1,6 milhão um ano antes, enquanto a margem bruta avançou de 51% para 55%.
O crescimento ocorre em um mercado disputado e a concorrência aparece entre os riscos citados pela empresa no prospecto. Entre os principais competidores, a Oura aponta Apple, Google, incluindo a Fitbit, e Samsung no segmento de smartwatches e dispositivos de monitoramento. A lista inclui ainda fabricantes de wearables especializados, como Garmin, Coros e Whoop.
“Nossos concorrentes podem ter recursos significativamente maiores do que os nossos, com portfólios de produtos mais diversificados, cadeias de suprimentos e canais de distribuição estabelecidos e forte reconhecimento global de marca”, afirma.
Nesse cenário, a empresa aposta em um modelo que combina a venda do anel com uma assinatura recorrente. O número de assinantes pagos dobrou em um ano, de 2,5 milhões para 5 milhões. A receita dessa frente avançou 121%, para US$ 240,5 milhões.
O crescimento da base acompanha a expansão das vendas do anel. A Oura comercializou 3,1 milhões de unidades nos nove meses encerrados em junho, ante 1,8 milhão no mesmo período do ano fiscal anterior, alta de 75%.
Apesar da expansão acelerada, a companhia reconhece que pode não manter o mesmo ritmo visto nos últimos anos. “Esse rápido crescimento pode não ser sustentável ou indicativo do desempenho futuro, e esperamos que nossa taxa de crescimento desacelere ao longo do tempo”, afirma no prospecto.
A capacidade de continuar inovando também está entre os riscos apontados pela fabricante. Segundo a Oura, o desempenho do negócio depende do desenvolvimento e da comercialização de novos produtos e funcionalidades, incluindo novas gerações de dispositivos.
A lista de riscos inclui ainda eventuais incidentes de cibersegurança envolvendo os dados pessoais e biométricos dos usuários, mudanças regulatórias relacionadas às funcionalidades de saúde e problemas na cadeia de suprimentos.
Em meio a esses desafios, a Oura vem ampliando sua atuação. “Nossa plataforma combina hardware proprietário, software, IA e serviços em quatro camadas que se reforçam mutuamente – dados, inteligência, interação e infraestrutura – e é fortalecida por nosso ecossistema de parceiros”, diz a companhia no documento enviado à SEC.




