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Abel critica juiz por falta sobre Andreas e reprova microfones perto do banco

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O técnico Abel Ferreira ficou na bronca com a arbitragem do empate entre Botafogo e Palmeiras. O resultado que tirou o Alviverde da liderança foi mal recebido pelo comandante lusitano, que reconheceu que o Verdão deveria ter sido mais eficaz, porém, apontou erros do árbitro Rodrigo José Pereira de Lima.

“O que eu vi foi que controlamos o jogo com posse e volume ofensivo, mas com pouca eficácia nas oportunidades que tivemos. Não só com bola rolando, mas também com bola parada. Duas equipes com estilos de jogo diferentes e, nas oportunidades que tivemos, não fomos capazes de introduzir a bola no gol do nosso adversário. Acho que ficou bem evidente que o goleiro do nosso adversário foi o melhor elemento deles”, disse o comandante do Palmeiras.

Sem grandes chances para os dois lados, Botafogo e Palmeiras empataram sem gols no Nilton Santos. No entanto, o assunto principal da partida foi a polêmica da arbitragem. Ainda no primeiro tempo, Andreas foi derrubado por Marçal, e o árbitro deu cartão amarelo para o defensor do Botafogo. Abel Ferreira discordou da decisão de Rodrigo, pois julgou que o lateral da equipe carioca era o último homem da linha defensiva do Glorioso.

Além disso, Abel Ferreira condenou o excesso de microfones ao redor da área técnica do Palmeiras. Na partida contra o Mirassol, o comandante chutou o dispositivo na área técnica e foi condenado a dois jogos de suspensão pelo STJD. No entanto, o Palmeiras conseguiu um efeito suspensivo para o treinador e, no duelo com o Botafogo, havia três microfones ao lado de Abel.

“Sobre a arbitragem de hoje. Bom, tinha três microfones ao meu redor. A única coisa que eu peço, como qualquer cidadão brasileiro ou europeu, é que as leis sejam seguidas. O que eu tenho a dizer é que o que o árbitro fez em campo ficou no campo. O árbitro tomou ciência daquilo que ele fez e não atuou. O relator, o advogado que mais conhecimento tinha do processo, foi muito claro. Eu passei de zero jogos para um e depois dois. A única coisa que eu peço é que, se a lei existe, ela tem que ser igual para todos. Só isso que eu peço”, afirmou.

“Tinha três microfones ali. Mesmo prontos para os erros do árbitro para eu chutar mais um ou dois. E o árbitro fez mesmo isso, mas, dessa vez, eu consegui controlar os demônios que tenho dentro de mim. Primeiro lance: expulsão em cima do Andreas. Foram 4Ds — distância, domínio, defensor e direção — no momento da falta, não tem ninguém à frente dele. Aliás, ele domina a bola para o lado do Marçal. Na minha opinião, é claro, mas o árbitro entendeu que era para amarelo e tudo certo. Três microfones e eu segurei”, completou.

Outros protestos

A partida ainda teve outros lances polêmicos levantados por Abel. Na visão do português, o zagueiro Ferraresi deveria ter sido expulso e apontou que “faltou critério” para o árbitro na expulsão de Barboza.

“O Ferraresi fez uma entrada de sola no Andreas. Na minha frente. Era o segundo amarelo, mas o árbitro não fez nada. Três microfones ali e eu consegui me segurar”, afirmou o comandante.

“No final, o Barboza foi disputar a bola, não sei se tocou ou não com o braço, só sei que o jogador deles ficou abaixo do braço (do Barboza) e o senhor árbitro expulsou o Barboza. E vocês não viram eu chutar microfone nenhum. Os lances estão aí, vê quem quiser, analise como quiserem. Ao invés de colocar três microfones, coloque mais um para ver se conseguem ouvir alguma coisa”, completou.

Desabafo de Abel

Por fim, o comandante reclamou da presença de microfones nas áreas técnicas dos treinadores do Campeonato Brasileiro. Abel alegou que não há esses dispositivos nas principais ligas e perguntou o motivo dos microfones.

“Vocês veem algum microfone na Liga dos Campeões? Na Copa do Mundo de Clubes? Algum microfone no banco, onde estão os treinadores? Nos campeonatos europeus? Vocês veem isso no mundo do futebol? Pois não veem. Por que aqui tem? Já chega. Na Libertadores, quando estamos falando, igual no basquete, ótimo. Mas o que vocês querem com os microfones lá? Fazer manchetes? O que querem pegar ali?”, concluiu.

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