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Tanzânia lança plano de US$ 1,32 bi para expandir a avicultura até 2036 Agrimidia

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O governo da Tanzânia oficializou a Estratégia Nacional de Desenvolvimento Avícola (NPDS 2026–2036), um plano decenal pioneiro voltado à modernização e expansão de toda a cadeia de valor da avicultura no país. Apresentada pelo primeiro-ministro Mwigulu Nchemba durante a exposição agrícola Nane Nane, em Dodoma, a iniciativa abrange desde a genética e produção de rações até o processamento industrial, logística e acesso a novos mercados.

Metas da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Avícola (2026–2036)

Indicador de Desempenho Posição Recente / Atual Meta para 2036
Produção de Carne de Frango 156 mil toneladas/ano 380 mil toneladas/ano
Produção de Ovos 7,1 bilhões/ano > 17,0 bilhões/ano
Produção de Pintinhos de 1 Dia 104,8 milhões/ano 250,0 milhões/ano
Volume de Ração para Aves 504 mil toneladas/ano 3,0 milhões de toneladas/ano
Produtos com Agregação de Valor < 10% da produção 30% da produção
Consumo per Capita (Carne / Ovos) 2,07 kg / 107 unidades 15,0 kg / 210 unidades
Contribuição do Setor ao PIB 1,8% 3,0%

Insumos Locais e Redução de Custos de Produção

Um dos gargalos centrais identificados pelo programa é o alto custo da alimentação animal. O plano projeta reduzir a participação do custo de ração para cerca de 50% dos custos operacionais por meio do estímulo à produção nacional de insumos essenciais:

  • Produção de Soja: Elevação do patamar de 25 mil toneladas para 300 mil toneladas/ano até 2036.

  • Milho para Ração: Dobrar a oferta dedicada, saltando de 750 mil toneladas para 1,5 milhão de toneladas/ano.

  • Fundo de Mitigação de Riscos: Aporte de 33 bilhões de xelins tanzanianos (cerca de US$ 12,5 milhões) para incentivar bancos privados a concederem crédito voltado ao plantio de soja, insumos e infraestrutura de armazenagem.

Aporte Financeiro e Atração de Capital Privado

A implementação integral do plano ao longo da década exigirá investimentos estimados em 3,5 trilhões de xelins tanzanianos (aproximadamente US$ 1,32 bilhão). O modelo prevê que 60% do montante venha do setor privado, atraído por incentivos ao fortalecimento de incubatórios, granjas comerciais, unidades de abate e agroindústrias de processamento.

Mais do que ampliar o plantio e o plantel de aves, a estratégia visa estruturar uma cadeia avícola autossuficiente e competitiva. Garantir insumos locais e ampliar o processamento industrial transformará a proteína avícola em vetor de segurança alimentar e crescimento econômico na África Oriental.



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