22.3 C
Marília
HomeMaríliacomo se prevenir e quem deve tomar

como se prevenir e quem deve tomar

spot_img


Vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde de todo o Estado (Foto: Governo de SP)

Febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite estão entre os principais sinais do sarampo, uma doença viral altamente contagiosa que exige atenção.

No Estado de São Paulo, a principal orientação para prevenção é manter a vacinação em dia.

A vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o Estado.

A recomendação da Secretaria de Estado da Saúde é que a população procure a unidade mais próxima para conferir a situação vacinal e, quando necessário, atualizar a caderneta.

Como o sarampo é transmitido?

O vírus do sarampo pode ser transmitido por secreções eliminadas quando uma pessoa infectada tosse, espirra, fala ou até mesmo respira.

Os principais sintomas da doença são:

  • febre alta;
  • manchas vermelhas na pele, que geralmente começam no rosto e se espalham pelo corpo;
  • tosse;
  • coriza;
  • conjuntivite;
  • mal-estar intenso.

Em alguns casos, o sarampo pode provocar complicações, entre elas pneumonia, infecções de ouvido e inflamação no cérebro. Crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade estão entre os grupos que merecem atenção especial.

Quem deve tomar a vacina?

O esquema de vacinação contra o sarampo varia conforme a idade e o público:

  • Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda dose aos 15 meses;
  • Pessoas de 15 meses a 29 anos: devem ter duas doses registradas, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas;
  • Pessoas de 30 a 59 anos: devem ter pelo menos uma dose registrada na caderneta;
  • Trabalhadores da saúde: devem ter duas doses, independentemente da idade.

Antes de procurar a UBS, é recomendável verificar os horários de atendimento do município. Sempre que possível, a pessoa deve levar a caderneta de vacinação e um documento de identificação.

Reforço em três cidades paulistas

Diante da confirmação de alguns casos de sarampo em 2026, há uma recomendação específica para moradores dos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Nessas três cidades, pessoas com idade entre seis meses e 59 anos devem procurar os postos de saúde para receber a vacina de reforço contra o sarampo, independentemente da situação vacinal.

Também continua sendo aplicada nesses municípios a chamada “dose zero” da tríplice viral em crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias.

A dose zero também pode ser indicada a bebês dessa faixa etária que tenham tido contato com pessoas com suspeita ou confirmação da doença, conforme avaliação das equipes de vigilância.

É importante lembrar que essa aplicação não substitui as doses previstas no calendário de vacinação. Mesmo que tenha recebido a dose zero, a criança deverá ser imunizada novamente aos 12 meses e aos 15 meses.

População deve procurar a unidade de saúde para verificar a situação vacinal e atualizar a caderneta quando necessário (Foto: Governo de SP)
Estou com sintomas. O que devo fazer?

Quem apresentar sintomas compatíveis com sarampo deve procurar uma unidade de saúde para avaliação clínica e orientação sobre a realização de exames. A confirmação da doença depende de avaliação médica e de exames laboratoriais.

Enquanto houver suspeita, a orientação é evitar o contato com outras pessoas. Também é importante informar aos profissionais de saúde sobre viagens recentes, eventual contato com casos suspeitos e a situação vacinal.

E quem tem 60 anos ou mais?

Pessoas a partir dos 60 anos não fazem parte do público-alvo da vacinação de rotina nem das campanhas de reforço contra o sarampo. A avaliação das autoridades de saúde considera que pessoas dessa faixa etária, em geral, tiveram contato natural com o vírus ao longo da vida e desenvolveram imunidade duradoura.

Isso, porém, não significa que todos estejam automaticamente protegidos. Idosos que tiveram contato direto com um caso suspeito ou confirmado devem passar por avaliação para verificar a necessidade de vacinação caso não tenham registro anterior da doença ou da imunização.

Dúvidas relacionadas ao histórico individual devem ser discutidas com um profissional de saúde.

Gestantes não devem receber a vacina

A vacina contra o sarampo utiliza vírus vivos atenuados e, por isso, não deve ser aplicada durante a gestação.

A recomendação é atualizar a caderneta com a tríplice viral pelo menos um mês antes de engravidar. Após o parto e durante a amamentação, a mulher pode receber o imunizante.

Caso a vacina tenha sido aplicada sem que a mulher soubesse que estava grávida, a orientação é realizar acompanhamento médico durante o pré-natal.

Quem não tem registro ou não se lembra se tomou a vacina contra o sarampo deve procurar uma unidade de saúde (Foto: Governo de SP)
Bebês menores de seis meses e pessoas com baixa imunidade

A vacinação não é recomendada para bebês com menos de seis meses. Pessoas com imunodepressão grave, como pacientes em quimioterapia ou que utilizam medicamentos que reduzem as defesas do organismo, também não devem receber o imunizante.

Em determinadas circunstâncias, pessoas que vivem com HIV podem ter indicação de vacinação quando estão em tratamento, apresentam carga viral controlada e boa resposta imunológica.

Nos casos de imunossupressão provocada pelo uso de medicamentos, como corticoides e drogas utilizadas no tratamento de doenças autoimunes, a decisão deve considerar a condição clínica. A recomendação é conversar com um profissional de saúde antes da vacinação.

Quem tem alergia pode se vacinar?

Pessoas que já tiveram reação alérgica muito forte a uma dose anterior ou a componentes da vacina, como gelatina ou neomicina, não devem receber o imunizante. Pessoas com alergia a ovo, por outro lado, podem tomar a vacina.

Quem estiver com febre deve aguardar a melhora antes da aplicação. A recomendação é estar há pelo menos 24 horas sem febre e em bom estado geral.

Já pessoas com resfriado leve, sem febre e em boas condições gerais, podem ser vacinadas.

Não lembro se tomei a vacina. E agora?

Na dúvida, a recomendação é se vacinar. Quem não possui registro ou não se lembra de ter recebido a vacina contra o sarampo deve procurar uma unidade de saúde para imunização.

A situação é diferente para quem teve diagnóstico confirmado de sarampo por avaliação médica ou exame laboratorial. Nesse caso, não é necessário receber uma dose adicional.

Quem apenas acredita ter tido a doença, mas nunca recebeu confirmação, deve se vacinar quando não houver comprovação de imunidade.

Posso tomar a vacina do sarampo junto com outras?

Na maioria das situações, a vacina contra o sarampo pode ser administrada no mesmo dia que outros imunizantes. É necessário maior cuidado quando se trata de outras vacinas que também utilizam vírus vivos atenuados.

Dependendo do imunizante, quando as vacinas não são administradas no mesmo dia, pode ser necessário respeitar intervalo de quatro semanas.

Entre as vacinas com vírus vivos atenuados estão as contra febre amarela, varicela, rotavírus e dengue, além da tetraviral. Para crianças menores de 2 anos, a tríplice viral não deve ser aplicada no mesmo dia da vacina contra a febre amarela.

Por isso, é importante informar à equipe da unidade de saúde sobre as vacinas recebidas recentemente.

Informação também ajuda a prevenir

Além de manter a caderneta atualizada, buscar informações em fontes oficiais é importante para esclarecer dúvidas sobre vacinação. Calendários e recomendações podem mudar conforme novas evidências e a situação epidemiológica.

O Governo do Estado de São Paulo disponibiliza o portal Vacina 100 Dúvidas, que reúne respostas para as principais questões da população sobre imunizantes, segurança, calendários de vacinação e prevenção de doenças.

A plataforma pode ser acessada gratuitamente em vacina100duvidas.sp.gov.br.



Fonte Link

spot_img
spot_img
Fique conectado
16,985FansLike
2,458FollowersFollow
61,453SubscribersSubscribe
Deve ler
spot_img
Notícias Relacionadas
spot_img