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Dirigentes do Fed sinalizam abertura a reduzir reuniões anuais para definir…

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Bloomberg — Pelo menos um terço de todos os dirigentes do Federal Reserve afirmou que consideraria realizar reuniões com menor frequência para definir as taxas de juros, o que dá a Kevin Warsh uma oportunidade inicial para implementar uma das maiores mudanças estruturais que propôs como novo presidente do banco central dos EUA.

Ainda não se sabe se a ideia poderá ser adotada em breve. O comitê de política monetária do Fed ainda não discutiu os detalhes. Alguns dirigentes abertos à proposta também afirmaram que querem uma análise mais aprofundada das possíveis vantagens e desvantagens, além de avaliar se a mudança viria acompanhada de outros possíveis ajustes na estratégia de comunicação do Fed.

Beth Hammack, presidente do Fed de Cleveland, Jeffrey Schmid, de Kansas City, e Anna Paulson, da Filadélfia, estão entre um grupo de seis presidentes de unidades regionais do Fed que afirmaram recentemente estar abertos a reduzir o número de reuniões regulares do comitê que define as taxas de juros.

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Na reunião de julho, Warsh sugeriu realizar seis encontros por ano para discutir e definir as taxas de juros, reservando outras duas reuniões para debater um tema econômico relevante, conforme noticiado anteriormente pela Bloomberg News.

Por lei, o banco central é obrigado a se reunir quatro vezes por ano, embora o número de encontros tenha variado ao longo das décadas. Desde 1981, os dirigentes programam oito reuniões anuais.

“O presidente observou que seis reuniões programadas por ano, realizadas aproximadamente a cada dois meses, permitiriam acumular mais informações entre os encontros do que na prática atual e dariam aos formuladores de política monetária e à equipe mais tempo para considerar questões estratégicas de política monetária”, mostraram as atas da reunião de julho.

A redução do número de reuniões representaria uma mudança significativa na forma de funcionamento do banco central dos EUA e o diferenciaria de seus principais pares no exterior. O Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra e o Banco do Japão se reúnem oito vezes por ano.

Leia também: Trump volta a pressionar o Fed a reduzir os juros: ‘Deveríamos estar em 1% ou 0,5%’

Não está claro se os dirigentes discutirão em detalhes a proposta de Warsh na reunião de política monetária marcada para 15 e 16 de setembro. A inflação elevada e a possibilidade de elevar os juros pela primeira vez em três anos podem dominar o próximo encontro.

Embora vários dirigentes tenham afirmado estar abertos a reduzir o número de reuniões do Fed a cada ano, alguns disseram que querem primeiro analisar as possíveis implicações da mudança.

“É ótimo reavaliar a maneira como fazemos as coisas”, disse Paulson à CNBC no mês passado. “Assim como na política monetária, também estou de mente aberta nesse aspecto. Quero entender melhor as vantagens e desvantagens de seis em comparação com oito — como tudo isso funciona.”

Implicações para as projeções

Uma mudança na frequência das reuniões provavelmente teria implicações para os materiais divulgados pelo Fed em alguns de seus encontros. Atualmente, o Fed publica as projeções econômicas e para as taxas de juros dos formuladores de política monetária quatro vezes por ano — nas reuniões de março, junho, setembro e dezembro. A adoção de seis reuniões levantaria a questão de se essas projeções continuariam a ser divulgadas e com que frequência.

Leia também: Warsh diz que inflação não desacelera e promete levar taxa à meta de 2% do Fed

A própria divulgação dessas projeções está sendo examinada por um grupo de trabalho sobre comunicação — um dos cinco grupos desse tipo, formados por especialistas externos e criados por Warsh neste ano para analisar diferentes práticas do Fed. A expectativa é que os cinco grupos apresentem recomendações ao Comitê Federal de Mercado Aberto por volta do fim deste ano.

“Acho que é saudável”, disse Austan Goolsbee, presidente do Fed de Chicago, no podcast Odd Lots, da Bloomberg, no mês passado, ao ser questionado sobre a revisão da comunicação e a possibilidade de mudanças na frequência das reuniões, das projeções econômicas e das entrevistas coletivas realizadas após os encontros. “Vamos repensar tudo isso.”

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