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“Não comece pela IA. Comece pelo valor”, diz Jan Gilg, da SAP – Convergenci…

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Uma empresa autônoma deve ter foco em gerar valor para o negócio por meio de IA integrada e processos modernizados. “Eu diria: não comece pela IA. Comece pelo valor. Não acredito que os clientes queiram necessariamente mais modelos, certo? Acredito que eles buscam formas de eliminar atritos, ter acesso mais rápido à inovação, contar com uma base de dados limpa, modernizar seu ecossistema tecnológico e gerar valor ao longo desse processo”, reforçou Jan Gilg, presidente-global para sucesso de cliente e Américas da SAP SE, ao palestrar na sessão de abertura do SAP Now AI Tour Brazil 2026, nesta terça-feira, 9/9.

Em vez de adquirir mais ferramentas de IA, as empresas têm de priorizar a geração de valor para eliminarem atritos e modernizarem suas bases de dados, aconselhou. Gilg destacou que o cerne da estratégia deve estar na transição do registro de tarefas para a sua execução efetiva. Nesse sentido, apontou que o SAP Autonomous Suite atua como um novo sistema operacional para a empresa, tendo uma base governada, segura e pronta para auditoria, projetada para gerenciar a execução de processos nas áreas de finanças, gestão de gastos, cadeia de suprimentos, RH e experiência do cliente (CX).

Com a IA se tornando parte integrante das vidas tanto das pessoas como das empresas, a SAP apresentou, em seu evento anual em Orlando, o Sapphire, realizado em maio, o que chamou de o próximo capítulo do software corporativo: a empresa autônoma. “No coração da empresa autônoma, está o Autonomous Suite, novo sistema operacional para a empresa, que nos leva do registro do trabalho — o que fizemos nas últimas décadas, e que continua sendo importante — para a execução do trabalho, pois a IA agora é capaz de participar da execução”, explicou Gilg.

A IA entende o contexto, consegue raciocinar e coordenar. Ela pode sugerir decisões e, eventualmente, executar ações no sistema. Isso está mudando o software. “O SAP Autonomous Suite oferece um sistema confiável, governado e seguro para gerir o negócio. O mesmo vale para o mundo da IA, onde um aspecto fundamental — a experiência do usuário — passará por uma mudança radical. Bem-vindo ao Joule Work Desktop”, frisou, ao falar sobre o aplicativo de desktop nativo em IA da SAP que conecta o ambiente da máquina local a dados corporativos na nuvem.

“O Joule Work Desktop é o ponto de convergência onde tudo se une e onde o trabalho chega até o usuário final. Não se trata de uma camada de IA sobreposta a um software empresarial existente, mas de uma experiência nativa que mudará fundamentalmente a forma como você interage com as soluções SAP subjacentes. Em breve, todos terão acesso”, adiantou, sem revelar a data exata.


Na transição para os novos modelos, o executivo explicou que não se trata apenas de uma migração direta — o chamado ‘lift and shift’. “Acredito que, se você simplesmente aplicar IA sobre fluxos de trabalho e processos ineficientes, o alcance dos resultados será limitado. Portanto, padronizar processos e simplificar o trabalho é fundamental para que se possa focar realmente no que importa.”

Não se trata apenas de transferir a complexidade de hoje para a nuvem de amanhã. É preciso pensar no que é realmente mais importante para a empresa e nas mudanças necessárias para alcançar o sucesso no futuro. “Um núcleo limpo (clean core) permite adotar processos de excelência e proporciona a agilidade necessária para mudanças, servindo de base para gerar valor e alcançar resultados de negócios”, disse, antes de explicar que é preciso modernizar enquanto se transforma.

O objetivo, segundo Jan Gilg, é acelerar a geração de valor. Para isso, sugeriu migrações conduzidas por agentes para tornar os projetos mais rápidos e econômicos. “Muita coisa está acontecendo agora e, comparando com um ano atrás, houve um avanço enorme.” A mentalidade necessária para capturar valor com o conjunto de soluções autônomas deve ir na linha de “não esperar pelas condições perfeitas, já que elas nunca chegarão, mas aproveitar a oportunidade no momento certo”.

“A velocidade importa. Portanto, a transformação não precisa ser uma mudança abrupta e radical; ela também pode ser rápida e contínua. E capturar valor a longo prazo significa tomar as decisões tecnológicas certas hoje”, frisou.

Adicionando mais uma perspectiva, o executivo falou da inovação voltada para necessidades específicas do cliente. “A SAP Business AI Platform é, na verdade, o ingrediente secreto que oferecemos a vocês, permitindo apoiar as capacidades individuais de diferenciação — muitas vezes ligadas a setores específicos”, disse.

Jan Gilg encerrou sua fala resumindo que transformar em vez de apenas migrar, modernizar enquanto se transforma e promover inovação personalizada para o cliente geram valor de forma exponencial. “Estou convencido de que todos nós olharemos para este momento como uma das maiores transformações tecnológicas já ocorridas; não porque o software se tornou mais inteligente, mas porque ele permite que as empresas adotem uma forma de operação totalmente nova. A empresa autônoma é a base para a inovação contínua em IA”, finalizou.



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