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Como Diogo Corona mudou o “treino” da Smart Fit para não depender (apenas) de abrir academias

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Durante boa parte da história da Smart Fit, projetar o crescimento da companhia passava por uma conta de quantas academias seriam abertas e quanto cada uma delas seria capaz de retornar.

A rede segue inaugurando unidades em ritmo acelerado, mas Diogo Corona, que sucedeu o pai, Edgar Corona, no comando do grupo, quer que o crescimento da empresa dependa cada vez menos apenas de novas academias.

Em entrevista ao Call de Negócios, parceria entre o NeoFeed e a CNN Brasil, ele contou que a principal peça dessa estratégia é o TotalPass, plataforma de benefício corporativo que dá acesso a academias e estúdios, que começou a desenvolver dentro do grupo antes da pandemia da covid-19.

A lógica provocou resistência dentro de casa porque, em tese, a companhia poderia trocar um cliente que pagava diretamente pela Smart Fit por outro que acessaria a academia por meio do agregador, além de precisar convencer estabelecimentos concorrentes a integrar uma plataforma pertencente ao grupo.

“Era totalmente contraintuitivo”, disse Corona. “O conselho era bem dividido, a diretoria da empresa era dividida. Não tinha unanimidade nenhuma, mas como ninguém tinha certeza de que dava errado, eu continuei tocando o projeto.” Hoje, o CEO classifica o TotalPass como “uma das melhores decisões” tomadas na história da Smart Fit.

No segundo trimestre de 2026, o TotalPass superou 2,2 milhões de usuários no Brasil e no México, número que representa uma alta de 70% em relação ao mesmo período de 2025 e de 7% em apenas três meses. Os agregadores do grupo alcançam 47 mil estabelecimentos fitness parceiros nos dois países.

A diferença no ritmo de crescimento também faz Corona acreditar que a próxima fase da empresa depende cada vez menos das academias amarelas. Sua prioridade é consolidar a Smart Fit como um ecossistema de fitness, e não apenas como uma companhia que constrói e opera academias.

A receita líquida da Smart Fit avançou 22% no segundo trimestre, para R$ 2,177 bilhões, enquanto a receita das academias próprias da marca cresceu 19%. Já a linha “Outras”, que inclui TotalPass, estúdios, Queima Diária, royalties de franquias e outros negócios, avançou 47%.

Essa divisão já responde por 11% da receita líquida e 17% do lucro bruto caixa do grupo, ante 9% e 12%, respectivamente, um ano antes. Segundo a companhia, o ganho de participação foi impulsionado principalmente pelo TotalPass Brasil.

Por enquanto, porém, o tijolo ainda domina a equação. A Smart Fit encerrou o trimestre com 2.170 academias em 16 países, após adicionar 352 unidades em 12 meses. E continua colocando dinheiro nessa expansão: o Capex chegou a R$ 625 milhões no segundo trimestre, alta de 37%, dos quais R$ 463 milhões foram destinados à expansão.

No Chile, Peru e Colômbia, Corona diz que novas unidades físicas continuam sendo o principal motor de crescimento. No Brasil e no México, onde o TotalPass já opera, a equação começa a ser diferente.



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