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Operação Frankmobile do MPSP investiga Trocafone

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Mais de 1,7 mil agentes foram às ruas nesta sexta-feira, 11, para colocar em prática a Operação Frankmobile, com a meta de desarticular a venda de aparelhos roubados. Focada na região central da cidade de São Paulo, a ação cumpriu 84 mandados de busca e apreensão, sete mandados de prisão temporária no Estado de São Paulo e Goiás, além de medidas judiciais para sequestrar e bloquear bens e valores que somam mais de R$ 5 milhões. Entre as empresas de revenda de telefones celulares investigadas está a Trocafone.

Em nota a este noticiário, a empresa salienta que “repudia veementemente o comércio e o aproveitamento de aparelhos e peças provenientes de furto”, que não houve indícios de ilegalidade durante a diligência e que está colaborando com as autoridades.

Sobre a Operação Frankmobile

A operação contou com a participação de agentes do Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), da Secretaria de Estado da Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Secretaria de Estado da Fazenda, tem como alvo o esquema de furto, roubo, receptação e posterior venda ilegal de celulares e peças.

Ao longo de dois anos de investigação, a Operação Frankmobile identificou ao menos quatro núcleos do ciclo. O primeiro é composto por criminosos responsáveis pelo roubo, furto ou latrocínio para conseguir o aparelho. Esses handsets são encaminhados para o segundo grupo, este encarregado de desbloqueá-los e fazer transferências de valores das contas bancárias das vítimas para contas laranjas, além roubar dados pessoais.

O terceiro núcleo é responsável pela revenda dos aparelhos. Neste caso, alteram o IMEI e removem bloqueios técnicos para realocação de peças, recorrendo, segundo o MPSP, a sites hospedados no exterior.

Uma vez bem-sucedidos, esses dispositivos são revendidos sem vínculo aparente com os registros dos crimes antecedentes, impossibilitando, inclusive, de fazer bloqueios associados ao IMEI original.

Por fim, o quarto núcleo desmonta os aparelhos e vende as peças separadamente, maximizando o lucro.

Segue o posicionamento integral da Trocafone:

A Trocafone afirma categoricamente que não integra o esquema criminoso sob investigação na operação de 10 de setembro de 2026, não atua em colaboração com organizações criminosas e, inclusive, apoia a operação contra o mercado ilegal de celulares iniciada pelo Ministério Público de São Paulo.

 Pontuamos que a companhia exerce atividade empresarial lícita e nega completamente que sua estrutura seja utilizada para conferir aparência de legalidade a aparelhos, peças ou recursos de origem criminosa.

A divulgação por parte da imprensa de alegações sob apuração, expressamente contestadas e que serão refutadas pela Trocafone, pode causar danos à sua reputação. É indevida sua associação a práticas criminosas e ressalta que hipóteses investigativas, que serão refutadas, não podem ser apresentadas como conclusões.

A Trocafone repudia veementemente o comércio e o aproveitamento de aparelhos e peças provenientes de furto, roubo ou qualquer outra origem ilícita. Combater esse mercado ilegal é essencial para a empresa: essas práticas alimentam a violência, prejudicam consumidores e parceiros e impõem concorrência desleal às empresas que operam legalmente, como a Trocafone.

Enfatizamos que não houve indícios de ilegalidade no momento da forte diligência conduzida pelas autoridades nas instalações da companhia, isso ocorre, e será provado no devido processo, porque a empresa atua com estrito rigor a legalidade e licitude, inclusive apoiamos e suportamos o grande trabalho da polícia e demais autoridades. A Trocafone agora está atuando para contestar os apontamentos que lhe dizem respeito e demonstrar a regularidade de suas operações, com base nos respectivos registros fiscais, financeiros e operacionais.

Quanto às suas relações comerciais, a posição da Trocafone é clara: suas operações foram conduzidas de boa-fé, com diligências de fornecedores e verificação documental, sem adesão a práticas ilícitas. A análise dessas relações exige o exame completo dos documentos e das circunstâncias de cada operação. Eventuais condutas ilícitas ou de má-fé de terceiros não podem penalizar a companhia.

O controle de procedência é parte central dos processos da Trocafone. No fluxo atual de aquisição de aparelhos de pessoas físicas por meio de parceiros, a companhia combina identificação do vendedor, documentação da aquisição e consultas recorrentes de IMEI, o código de identificação do aparelho. Essas verificações ocorrem na aquisição, no recebimento e antes da liberação para expedição, com checagens adicionais quando aplicáveis.

Quando identifica bloqueio, restrição ou indício de origem ilícita, a companhia segrega imediatamente o aparelho e impede sua continuidade no fluxo comercial. Quando identificado no recebimento, o equipamento não é incorporado ao estoque disponível para venda. Os registros são preservados e, havendo indícios de crime, são adotadas as providências para registro de ocorrência e encaminhamento às autoridades policiais competentes.

A Trocafone segue operando e permanece à disposição de parceiros, fornecedores e consumidores para prestar esclarecimentos pelos seus canais de relacionamento. A companhia reafirma seu compromisso com a transparência e a responsabilidade na condução de suas relações comerciais.

A empresa continuará colaborando com as autoridades para o completo esclarecimento dos fatos e o combate efetivo ao mercado ilícito. Ao mesmo tempo, defenderá sua reputação e contestará a atribuição de práticas criminosas à sua atividade. A Trocafone defende uma apuração rigorosa, com respeito aos fatos e à individualização de responsabilidades.

 

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