Acidentes de trânsito em Marília geraram um custo estimado de R$ 189,26 milhões entre setembro de 2025 e agosto de 2026, segundo dados do painel Infosiga, do Detran-SP. Desse total, R$ 151,66 milhões correspondem a ocorrências em vias urbanas e R$ 37,6 milhões a acidentes registrados em estradas e rodovias.
No mesmo período, foram contabilizadas 19 mortes no trânsito do município. Apesar do impacto econômico e do volume de ocorrências, o número de vítimas fatais apresentou redução no recorte mais recente: entre janeiro e agosto de 2026, foram 12 mortes, contra 28 no mesmo período de 2025, uma queda de 57,1%.
Os dados também revelam um perfil predominante entre as vítimas e apontam concentração dos óbitos em determinados grupos, dias da semana e corredores viários.
Motociclistas são principal grupo entre as vítimas

Os motociclistas concentraram o maior número de mortes nos primeiros oito meses de 2026. Foram oito óbitos, contra 14 registrados no mesmo período de 2025, redução de 42,9%.
Entre os ocupantes de automóveis, a queda foi ainda mais expressiva. O número de mortes passou de oito, em 2025, para uma em 2026, redução de 87,5%.
Entre os pedestres, foram três mortes nos primeiros oito meses deste ano, contra quatro no mesmo intervalo de 2025, uma redução de 25%. Já entre ciclistas, não houve morte em 2026, ante uma registrada no mesmo período do ano passado.
Condutores representam 57,9% das vítimas

Considerando os 19 óbitos registrados entre setembro de 2025 e agosto de 2026, 57,9% das vítimas eram condutores. Os pedestres representam 36,8%, enquanto passageiros correspondem a 5,3%.
Na prática, os percentuais equivalem a aproximadamente 11 condutores, sete pedestres e um passageiro.
O recorte por sexo também mostra predominância masculina. 73,7% dos mortos eram homens, enquanto as mulheres representam 26,3%. São aproximadamente 14 homens e cinco mulheres entre as 19 vítimas fatais.
Vias urbanas concentram maior parcela das mortes

As vias urbanas concentraram 52,6% dos óbitos registrados no período de 12 meses. Foram dez mortes.
As rodovias estaduais responderam por 31,6%, com seis vítimas, enquanto as rodovias federais concentraram 15,8%, com três mortes.
Embora as vias municipais tenham concentrado a maior parcela dos óbitos por circunscrição, a SP-294 aparece isoladamente como a via com mais mortes, com seis registros no período. A rodovia também contabilizou cinco sinistros fatais e 87 não fatais.
A BR-153 aparece na sequência, com três mortes. A avenida Sampaio Vidal registrou um óbito. As demais vias apresentadas no ranking não tiveram mortes no período.
Avenida República lidera ocorrências não fatais
Entre os sinistros sem vítimas fatais, a avenida República aparece com 27 registros. A SP-333 teve 21, enquanto a avenida das Esmeraldas registrou 17.
Na sequência estão a avenida João Ramalho, com 16 ocorrências; a avenida Santo Antônio, com 14; a avenida João Martins Coelho, com 13; e a rua XV de Novembro, com 12.
Agosto teve queda de 66,7% nas mortes
O resultado de agosto também contribuiu para a redução observada no acumulado do ano. Foram duas mortes no mês, contra seis em agosto de 2025, queda de 66,7%.
Entre motociclistas, houve uma morte em agosto, ante duas no mesmo mês do ano passado, redução de 50%. Entre ocupantes de automóveis, não houve óbitos, contra uma morte registrada em agosto de 2025.
No acumulado de 12 meses, março de 2026 e setembro de 2025 tiveram os maiores registros mensais, com três mortes cada. Outubro e dezembro de 2025, fevereiro, julho e agosto de 2026 tiveram dois óbitos cada.
Abril, maio e junho registraram uma morte cada. Novembro de 2025 e janeiro de 2026 não tiveram vítimas fatais.
Sábado concentra maior número de mortes
O sábado foi o dia da semana com mais mortes no período, com quatro registros. Terça-feira, quarta-feira, sexta-feira e domingo tiveram três mortes cada. Quinta-feira contabilizou duas, enquanto segunda-feira teve uma.
A composição das vítimas também varia conforme o dia. Dos quatro mortos aos sábados, três eram pedestres e um era motociclista. Aos domingos, foram duas mortes de motociclistas e uma de pedestre.
Terças e quartas-feiras tiveram duas mortes de motociclistas e uma de pedestre em cada dia.
8h e 18h têm maior volume de sinistros

Os registros não fatais apresentam concentração em horários de maior circulação. Às 8h e às 18h foram contabilizados 87 sinistros não fatais em cada horário, os maiores volumes do levantamento.
Na sequência aparecem 7h, com 80 ocorrências, e 17h, com 63. O movimento também permanece elevado entre 11h e 19h.
Ao meio-dia foram 53 registros não fatais. Às 15h, 51; às 16h, 53; e às 19h, 55.
Os horários de maior concentração coincidem com períodos tradicionalmente associados aos deslocamentos para trabalho, escolas e retorno para casa. Os dados, porém, não permitem atribuir a concentração exclusivamente ao fluxo de veículos.
Colisões predominam entre os registros
A colisão aparece como o principal tipo de sinistro associado aos veículos no levantamento. Foram 606 registros envolvendo automóveis e o mesmo número envolvendo motocicletas.
Entre automóveis, também aparecem 63 choques, 25 atropelamentos e 60 ocorrências classificadas como outros.
No caso das motocicletas, foram 43 choques, 17 atropelamentos e 107 registros classificados como outros. Também houve 45 ocorrências sem informação sobre o tipo de sinistro.
Os números representam envolvimentos de veículos em sinistros, e não necessariamente acidentes individualizados. Uma mesma ocorrência pode envolver mais de um veículo.
O levantamento foi realizado pelo Marília Notícia com base nos dados do painel Infosiga, do Detran-SP.





