O Tribunal de Contas da União (TCU) contratou a Claro empresas como broker para uma Plataforma Multicloud. A solução foi implementada a partir de uma contratação pública com o objetivo de fortalecer a infraestrutura para acelerar a jornada de Inteligência Artificial (IA) Generativa no órgão.
Formatada para propiciar o acesso a múltiplos ambientes de nuvem (AWS, Microsoft Azure, Google Cloud e Oracle) a partir de um mesmo parceiro, a Plataforma Multicloud eliminou a complexidade operacional de administrar diversos fornecedores, permitindo que o órgão de controle acesse e gerencie toda sua operação em nuvem, de forma ágil, segura e sob um único contrato. Essa flexibilidade foi fundamental para suportar as iniciativas de IA que vinham sendo implementadas pela instituição.
“Cada nuvem tem suas particularidades e ter possibilidade de alternar entre diferentes provedores de forma imediata, controlada e prática foi fator determinante para viabilizar o desenvolvimento e o sucesso de nossos projetos em IA e, principalmente, o ChatTCU. Temos 19 modelos de LLM disponíveis e eles fazem uso de serviços nativos alocados em nuvens de fornecedores distintos, cada um com suas características e complementariedades. E o grande facilitador desse projeto, que nos permitiu ganhar escala e agilidade, foi a Plataforma Multicloud Claro empresas”, afirma Rainério Rodrigues Leite, Secretário de Tecnologia da Informação e Evolução Digital do TCU.
Ao unir diversos fornecedores sob um único contrato, a Claro empresas passa a atuar como integradora única, substituindo processos licitatórios individuais e o gerenciamento de faturamentos fragmentados com cada provedor — o que geraria alto custo administrativo e flutuações cambiais complexas.
“A gestão de um ambiente multicloud costuma ser o principal gargalo financeiro e operacional das organizações. Com a nossa solução, removemos essa barreira ao centralizar o faturamento e o suporte de diferentes provedores de nuvem em uma única plataforma. Isso proporciona ao TCU uma visão consolidada de seus recursos de infraestrutura, facilitando a governança e garantindo que o tribunal foque seus esforços no desenvolvimento de suas soluções de IA, enquanto nós simplificamos essa gestão”, afirma Mário Rachid, diretor-executivo de Soluções Digitais Claro empresas.
Flexibilidade técnica para acelerar a inovação
A flexibilidade de infraestrutura permite ao órgão rodar o Chat TCU, assistente de IA desenvolvido internamente que hoje disponibiliza cerca de 19 modelos de linguagem ativos para seus 3.500 usuários. “Como os modelos de IA evoluem rapidamente, o contrato multicloud viabiliza a migração de cargas de trabalho e o teste de novos LLMs quase em tempo real, sem a necessidade de novos aditivos contratuais. Podemos experimentar o que há de melhor em cada um dos ambientes de nuvem, sem burocracia contratual”, explica o Secretário de TI do TCU.
O TCU conta com ferramentas próprias e políticas internas de FinOps para controlar o consumo de tokens de IA por seus colaboradores, que incluem auditorias de prompts e cotas financeiras por usuário. Neste cenário, a solução contribui na medida em que oferece a fundação necessária para que a TI do Tribunal monitore o uso consolidado dos recursos de infraestrutura.
Graças a essa base de infraestrutura ágil e segura, o TCU alcançou o nível máximo de maturidade (nível 5) no uso de IA generativa aplicada ao controle governamental, segundo levantamento da OCDE realizado em 39 países. O Tribunal agora compartilha essa expertise e o código-fonte do Chat TCU com mais de 160 instituições no Brasil e no exterior.




