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Google dobrará capacidade de sua nuvem no Brasil até 2030

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O Google anunciou nesta quinta-feira, 24, um plano para duplicar sua capacidade de processamento computacional e infraestrutura técnica em nuvem no Brasil até 2030. De acordo com o CEO do Google Cloud, Thomas Kurian, a companhia também trará o Gemini Enterprise para ser hospedado na região de nuvem do país a partir de 15 de outubro.

Atualmente, o data center para a região brasileira do Google Cloud (southamerica-east1) está em Osasco/SP. Além do Brasil, a big tech tem outras seis regiões na América Latina, sendo três em Santiago, no Chile, e outras três em Querétaro, no México.

Esse movimento inclui principalmente a alocação de máquinas virtuais G4 com RTX Pro 600 da Nvidia.

Durante o Google Cloud Summit Brasil, Kurian afirmou que a expansão da capacidade computacional e a implementação local do Gemini Enterprise (ambiente de governança e criação de agentes autônomos) se devem aos seguintes fatores:

  • Aumento da demanda local das empresas por soluções de inteligência artificial;
  • Adaptação por soberania e manutenção de dados e machine learning no país;
  • Atendimento a requisitos de reguladores e leis como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Contudo, em coletiva com a imprensa e influenciadores digitais nesta quinta-feira, 24, os líderes locais da big tech não quiseram responder sobre quais requisitos regulatórios buscam atender, prazos de implementação, quantidade e uso dos equipamentos. Tampouco informaram quanto será investido na nova empreitada.

Mais infraestrutura, mais produtos do Google

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Coletiva de imprensa com: Camlle Zoé (à esq.), comunicação do Google; Milena Leal, country manager do Google no Brasil; Eduardo López, presidente do Google Cloud na América Latina; e Milton Burgese, diretor sênior de vendas para setor público do Google (crédito: Henrique Medeiros/Mobile Time)

Além da expansão até 2030 e da chegada do Gemini Enterprise ao país, o Google Cloud apresentou uma série de novidades com foco no desenvolvimento e na escala de agentes de inteligência artificial:

  • PostgreSQL for Agents: solução que permite escalar agentes para acessar bancos de dados operacionais sem derrubar o sistema, podendo realizar até 3 milhões de consultas por segundo;
  • Agent Sandbox: ambiente seguro e controlado para testar o desenvolvimento de agentes de IA;
  • Red Team: ferramenta autônoma para testes de invasão e pentests sem custos aos clientes brasileiros;
  • Forward Deployment Engineer (FDE): um time dedicado do Google alocado no cliente para ajudá-lo em seus projetos por um período de seis a 12 semanas. Natura e Magalu (com o projeto do Cérebro da Lu ) contaram com essa equipe.

A big tech apresentou outras quatro novidades em aplicativos do Google Workspace:

  • Google Meet: anotação de reuniões presenciais via aplicativo de celular e tradução simultânea;
  • Planilhas: integração com o Gemini;
  • Pics: aplicativo de edição contextual de imagens por texto.

A ideia do Google com essas tecnologias é ajudar empresas e funcionários na adoção da IA e no aumento de sua produtividade. Segundo pesquisa do Google Cloud encomendada à IDC e à Provokers, 38% dos brasileiros usam agentes de IA no ambiente de trabalho, contra 44% da média na América Latina. Porém, há gargalos:

  • 39% dizem que é mais fácil usar seus agentes pessoais do que os corporativos (o mesmo índice vale para aqueles que se sentem mais seguros e com mais privacidade no uso doméstico);
  • 29% dos profissionais brasileiros dizem que o agente da empresa não se integra a aplicativos ou soluções que usam no cotidiano, ante 21% dos latino-americanos;
  • 22% afirmam que suas empresas não disponibilizam recursos de IA para seus funcionários.

Feito entre junho e julho deste ano com 3,2 mil pessoas de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México, o estudo revela ainda que três quartos (75%) dos brasileiros não sabem o que pedir ou como interagir melhor com a IA em seu dia a dia. Na América Latina, esse percentual é ligeiramente maior: 77%.

Imagem principal: Thomas Kurian, CEO do Google Cloud, em apresentação em São Paulo nesta quinta-feira, 24 (crédito: Henrique Medeiros/Mobile Time)

 

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As ilustrações das matérias são produzidas por Mobile Time com IA



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