O Mercado Livre (Android, iOS) anunciou que terá um novo modo de entrega, chamado de Chega Agora, que levará o produto ao cliente em no máximo 60 minutos. A modalidade atenderá pedidos de pequeno porte, incluindo de farmácia, pesando no máximo 15 kg. Em fase de teste, ela atende apenas alguns bairros da cidade de São Paulo, e deve escalar para atender toda a capital para, posteriormente, chegar a outros municípios do Brasil.
“É um avanço em nossa logística. Há outros players que realizam entregas muito mais rápidas, mas nenhum deles é um marketplace”, destacou Fernando Yunes, vice-presidente executivo de e-commerce para América Latina e líder do Mercado Livre no Brasil, em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 24, em São Paulo, no Mercado Livre Experience. Ele explicou que para garantir a entrega no tempo estimado, o e-commerce contará com uma rede própria de entregadores parceiros.
Crescimento logístico
Na esteira da expansão, o Mercado Livre está aumentando seus grandes centros de distribuição. Até o final do ano, a empresa chegará a 20 novas instalações, totalizando 72 no país. De acordo com o diretor sênior de operações logísticas do e-commerce, Luís Vergueiro, o avanço se alinha com a meta de aumentar a robustez de distribuição e transporte por todo o Brasil.
Atualmente, a sua estrutura logística soma 3,3 milhões de metros quadrados, número substancial considerando que o ecossistema começou a ser estruturado no Brasil a partir de 2017. A área inclui as quase 7 mil agências autorizadas da plataforma, um terço dos municípios brasileiros, usadas para retirada ou recolhimento de produtos em estabelecimentos comerciais.
De acordo com Yunes, na média, elas ficam a menos de 3 km do consumidor final. Além disso, só no último ano, proporcionaram um acréscimo de receita de R$ 170 milhões aos comércios que operam como agências.
Investimentos e avanços
A empresa aproveitou a 10ª edição do evento para trazer um panorama de seus avanços nos últimos dez anos. Segundo ela, o Volume Bruto de Mercadorias (GMV) foi de R$ 7 bilhões em 2016 para R$ 77 bilhões nos últimos 12 meses. Além disso, a empresa investiu R$ 175 bilhões no Brasil, incluindo o valor de R$ 23 bilhões para este ano. Para Yunes, os valores tendem a trazer retornos importantes nos próximos três anos. Segundo o banco Morgan Stanley, a penetração do e-commerce no Brasil deve crescer em torno de seis pontos percentuais, de 17% para 23%.
Para além do universo das cifras, os negócios no Mercado Livre estão ganhando cada vez mais tração com a tecnologia. Roberta Donato, vice-presidente de marketplace da plataforma no Brasil, destacou que a inteligência artificial foi capaz de catalogar mais de 40 milhões de itens, com uma taxa de precisão de 95%, além de remover automaticamente 99% dos anúncios que infringem as normas do Mercado Livre e ter ajudado a solucionar 9 milhões de atendimentos, sendo 90% deles sem intervenção humana.
Dentro da plataforma, os vendedores têm acesso a duas ferramentas: o assistente de vendas e o de anúncios. O primeiro funciona 24 horas e é usado por aproximadamente 30 mil parceiros do e-commerce, com resolução autônoma em 60% dos casos. O segundo, por sua vez, envia automaticamente sugestões de campanhas pelo WhatsApp para cerca de 10 mil vendedores semanalmente.
Foto: centro de distribuição do Mercado Livre. Divulgação/Mercado Livre.




