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proteção contra hackers é responsabilidade compartilhada – ConvergenciaDigital

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Mais do que simular ameaças digitais, o Guardião Cibernético 8.0, que aconteceu entre os dias 21 e 25 de setembro, criou um ambiente de cooperação para preparar instituições públicas e privadas diante de situações capazes de afetar serviços essenciais à população.

Durante o exercício, foram reproduzidos cenários de ataques cibernéticos complexos e coordenados, permitindo testar procedimentos, aperfeiçoar planos de contingência e identificar soluções para ampliar a resiliência nacional. A iniciativa integrou Forças Armadas, órgãos governamentais, entidades reguladoras e operadores de infraestruturas críticas dos setores de energia, abastecimento de água, telecomunicações, finanças, entre outros.

“Dois vocábulos nós estamos empregando com muita intensidade no Guardião Cibernético 8.0, 2026: integrar e proteger. Portanto, a reunião de profissionais com temas afins, e não só da área de tecnologia da informação e da cibernética, mas também de profissionais de comunicação social, por exemplo, que, em um ambiente de crise, vão apresentar soluções e informar a sociedade brasileira sobre o que está acontecendo e quais medidas estão sendo adotadas para solucionar uma crise que foi gerenciada em um ambiente cibernético”, afirmou o chefe do Centro de Ciência e Tecnologia do Exército, General Hertz Pires do Nascimento.

A dimensão nacional do exercício também se manifestou por sua estrutura decentralizada. Além de Brasília, o Guardião Cibernético contou com polos simultâneos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife, Manaus e Belém. Nesses hubs, as instituições participantes integraram as ações do exercício, ampliando a capacidade de articulação e de resposta diante de incidentes cibernéticos. A programação também incluiu palestras reforçando a disseminação de conhecimentos e a conscientização de que a segurança do ambiente digital depende da atuação coordenada de diferentes setores da sociedade.

Entenda o exercício


No cenário simulado, um grupo formado por militares do Exército Brasileiro atuou como atacante, reproduzindo ações e ameaças cibernéticas que poderiam comprometer sistemas e serviços essenciais. Do outro lado, um grupo formado por especialistas das diversas instituições participantes trabalhou para identificar, conter e responder aos ataques simulados.

A dinâmica permitiu colocar à prova procedimentos técnicos e planos de contingência, além de estimular a comunicação e a cooperação entre os diferentes atores envolvidos na proteção de infraestruturas críticas. Dessa forma, o exercício transformou um cenário de crise simulada em oportunidade concreta de aprendizado e aperfeiçoamento.

Ao reunir especialistas das mais diversas instituições nacionais, o Exercício Guardião Cibernético demonstra que a proteção do espaço digital é uma responsabilidade compartilhada. A iniciativa fortalece a capacidade de antecipar riscos, responder a incidentes e preservar serviços essenciais, contribuindo para reduzir possíveis impactos sociais, ambientais e econômicos e para proteger a segurança do Estado.

O guardião cibernético 8.0 reuniu mais de 1.300 participantes, cerca de 300 organizações e representantes de 14 nações estrangeiras e contou com a presença de representantes do Alto Comando do Exército, além de diversas autoridades civis e militares em um dos mais abrangentes treinamentos de defesa cibernética do Hemisfério Sul.



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