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As duas frentes da Tupy que animaram os analistas com a ação

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As melhorias operacionais e mudanças na governança da Tupy aumentaram o otimismo dos analistas.

O Itaú BBA elevou a recomendação das ações de neutro para compra, com um preço-alvo de R$ 20, prevendo uma recuperação na demanda e eficiência operacional. A expectativa é de crescimento de 7% na receita até 2027, com uma margem Ebitda projetada de 10,4%.

O BTG Pactual também elogiou as mudanças na governança, incluindo a saída do presidente do conselho e a proposta de reforma do estatuto social, que visa estabelecer critérios de elegibilidade para membros do conselho. As ações são vistas como passos positivos para reduzir o risco de governança.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

As melhorias operacionais e as mudanças nas regras de governança da Tupy reforçaram o otimismo dos analistas com as perspectivas da fabricante catarinense de componentes para motores e máquinas, após a compressão das margens e a avaliação de que a política estava tendo influência excessiva no dia a dia da companhia.

Pelo lado operacional, a expectativa é de que a situação comece a melhorar a partir do segundo semestre. Ao avaliar que o período será marcado por uma “inflexão”, os analistas do Itaú BBA elevaram a recomendação para as ações da Tupy de neutro para compra e o preço-alvo de R$ 13 para R$ 20, valor que pressupõe um upside de 25%.

Os analistas Gabriel Rezende, Daniel Gasparete e Pedro Tineo avaliam que a recuperação da demanda prevista para a segunda metade do ano deve beneficiar tanto o crescimento da receita quanto a rentabilidade, após vários trimestres desafiadores, graças ao aumento da demanda e a ajustes para tornar a empresa mais eficiente.

A avaliação reflete a evolução que a Tupy teve após a combinação de queda nos volumes de veículos comerciais, forte compressão das margens e aumento da alavancagem pesar sobre os resultados — o Ebitda ajustado caiu de R$ 1,3 bilhão em 2024 para R$ 661 milhões em 2025, uma queda de 49%, enquanto a margem recuou de 12,1% para 6,8%.

Os analistas do Itaú BBA projetam crescimento de 7% da receita até 2027. Eles esperam também uma margem Ebitda de 10,4%, ainda 1 ponto percentual abaixo da rentabilidade histórica, mas veem possibilidade de revisão positiva.

“Diante dos esforços da administração para simplificar as operações e aumentar a eficiência, vemos espaço para uma margem superior à projetada”, diz trecho do relatório.

Os analistas do BTG Pactual apontaram que a melhora do mercado de veículos pesados da América do Norte, responsável por 38% das receitas no segundo trimestre, deve ter efeitos positivos no faturamento da Tupy.

Outro ponto que tem gerado otimismo com a Tupy é a parte de governança. Na segunda-feira, 28 de setembro, a companhia anunciou a saída de Jaime Luiz Kalsing da presidência do conselho de administração e a indicação de Gueitiro Genso, atual vice-presidente de estratégia, novos negócios, inovação e M&A, para sucedê-lo, além de mudanças na diretoria.

Além disso, a Tupy informou que pretende propor uma reforma do estatuto social para estabelecer critérios de elegibilidade para membros do conselho e da diretoria.

Essa segunda decisão foi bem recebida pelos analistas, depois de episódios envolvendo a indicação de nomes ligados ao governo, como a indicação de Rafael Lucchesi para ser CEO e de Anielle Franco e Carlos Lupi, então ministros do governo Lula, para o conselho de administração da Tupy.

Lucchesi renunciou em março, enquanto Franco e Lupi deixaram o board em 2025. No entanto, o mercado passou a exigir um prêmio de risco maior para investir em uma empresa que tem na base de acionistas a BNDESPar e a Previ, que possuem 30,7% e 27% do capital da Tupy, respectivamente, com esses casos alimentando entre investidores uma percepção de risco de influência política e de conflitos de governança.

Para os analistas do BTG Pactual, os critérios de elegibilidade propostos para o conselho e a mudança na presidência representam “passos construtivos do ponto de vista de governança” da Tupy, para a qual possuem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 24. A empresa é a principal escolha do banco para o setor automotivo da B3.

“Acreditamos que a continuidade dos avanços em governança, em conjunto com a transição em curso na administração, deve ajudar a reduzir o risco de governança que historicamente pesou sobre a ação e reforçar ainda mais os fundamentos por trás da nossa recente elevação de recomendação”, diz trecho do relatório assinado pelos analistas Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim.

Tanto os analistas do Itaú BBA quanto os do BTG Pactual apontam que as ações da Tupy estão em patamares atrativos, como no caso do EV/Ebitda de quatro vezes para 2027.

“Embora os múltiplos estejam, de modo geral, em linha com os de seus pares após a desvalorização do setor neste ano, acreditamos que nossas premissas operacionais conservadoras implicam que a ação esteja, na prática, sendo negociada a múltiplos futuros ainda mais baixos”, diz trecho do relatório do Itaú BBA.

Por volta das 14h17, as ações da Tupy subiam 1,44%, a R$ 16,22. No ano, os papéis acumulam alta de 39,5%, levando o valor de mercado a R$ 2,3 bilhões.



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