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A Azul está buscando R$ 2,66 bilhões no BNDES para fortalecer seu caixa e reduzir a alavancagem financeira para abaixo de 1,5 vez até 2029.
O financiamento, proveniente do FNAC, já desembolsou R$ 1,3 bilhão, com o restante previsto para o quarto trimestre. Parte dos recursos será utilizada para gestão de passivos, incluindo o pré-pagamento de R$ 400 milhões em dívidas de custo elevado.
Após deixar o Chapter 11 em fevereiro, a Azul reduziu suas dívidas em aproximadamente US$ 2,5 bilhões, mas enfrenta desafios financeiros, como a volatilidade do câmbio e aumento do preço do combustível, resultando em um prejuízo de R$ 1 bilhão no segundo trimestre, apesar de uma receita recorde de R$ 5 bilhões.
O CEO John Rodgerson afirmou que a empresa está em uma posição saudável e que 2026 será um ano de transição. As ações da Azul subiram 1,71%, fechando a R$ 17,80.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Quase sete meses após deixar o Chapter 11, a Azul está recorrendo a uma linha do BNDES para reforçar seu caixa e seguir com o plano de reduzir a alavancagem financeira para abaixo de 1,5 vez até o fim de 2029.
A companhia anunciou que fechou um financiamento de R$ 2,66 bilhões com o banco de fomento, com recursos do FNAC, fundo criado em 2011 para fomentar o setor de aviação civil e que, recentemente, se tornou fonte de crédito para as empresas.
Cerca de R$ 1,3 bilhão já foi desembolsado nesta semana, e o restante está previsto para o quarto trimestre. O financiamento tem prazo de até cinco anos e, segundo a Azul, parte dos recursos será destinada à gestão de passivos, incluindo o pré-pagamento de cerca de R$ 400 milhões de uma obrigação financeira de custo mais elevado.
“Esse financiamento reforça ainda mais a posição de liquidez e a flexibilidade financeira da Azul, apoiando as iniciativas contínuas de gestão de passivos da companhia e seu plano estratégico de longo prazo”, diz trecho do fato relevante da empresa.
O dinheiro chega num momento em que a Azul começa a olhar para a sustentabilidade de suas operações no médio prazo, buscando não apenas reduzir a alavancagem financeira até 2029, mas também alcançar um valor de mercado 150% superior ao atual, de R$ 6,4 bilhões. Para isso, precisa enfrentar os desafios do curto prazo.
A companhia deixou o Chapter 11 em fevereiro, depois de uma negociação que envolveu credores, acionistas e arrendadores de aeronaves. O processo resultou na conversão de parte da dívida em participação acionária, na entrada de novos recursos e na renegociação de obrigações.
Com a conclusão da operação, a Azul informou uma redução de aproximadamente US$ 2,5 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento de aeronaves. A dívida de empréstimos e financiamentos caiu de R$ 23,1 bilhões no fim de 2025 para R$ 9,9 bilhões em 30 de junho.
Esse alívio financeiro, porém, veio em um período complexo para o mercado, com câmbio volátil e disparada do preço do combustível, resultando em perdas financeiras e pressão sobre o caixa.
Apesar da receita recorde no segundo trimestre, de R$ 5 bilhões, a Azul fechou o período com prejuízo de R$ 1 bilhão, revertendo o lucro registrado no mesmo período do ano passado, enquanto o Ebitda ajustado caiu 55,4%, para R$ 510,1 milhões.
O índice de alavancagem da Azul, medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda e considerando a liquidez disponível, foi de 3,0 vezes. Trata-se de uma redução de 2,3 vezes em relação ao ano anterior, mas ainda é um patamar considerado elevado pelos analistas. Já o caixa recuou 39,2% na comparação trimestral e 20,8% na anual, para R$ 1,2 bilhão.
Em nota publicada junto com o balanço, o CEO da Azul, John Rodgerson, afirmou que o segundo trimestre também foi afetado por fatores temporários, como a Copa do Mundo. Destacando que 2026 será um “ano de transição”, ele acredita que a companhia está numa posição saudável e financeiramente robusta.
“A Azul inicia o segundo semestre com um balanço mais forte, indicadores operacionais em evolução, maior satisfação dos clientes, uma frota moderna e eficiente em consumo de combustível e uma estratégia comercial disciplinada, centrada em rentabilidade e geração de caixa”, diz trecho da nota.
As ações da Azul fecharam o pregão de ontem com alta de 1,71%, a R$ 17,80.




